Inmetro multa empresa por defeito em extintor
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segunda-feira, 10 de março de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Edson GuittiFiscal confere data de recarregamento de extintor em MaringáFiscais do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) autuaram ontem uma empresa de Maringá que faz testes e recarrega extintores de incêndio. Um dos extintores testados pelos fiscais não funcionou e a empresa instalada na Avenida Colombo foi autuada e poderá ou ser multada entre R$ 300,00 e R$ 4 mil, ou descredenciada temporariamente ou ainda perder o credenciamento junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
A penalidade será decidida pelo núcleo jurídico do Ipem em Curitiba, depois que o Inmetro fizer uma avaliação do funcionamento da empresa através de um auditor, que será enviado a Maringá. A fiscalização nas sete empresas de Maringá que fazem testes hidrostáticos e recarregam extintores de incêndio teve início ontem e deve ser concluída até amanhã.
O fiscal Marco Diniz Maciel explica que o Ipem faz três tipos de testes para saber se as empresas estão trabalhando corretamente. Nos extintores à base de água pressurizada, o jato deve atingir uma distância mínima de quatro metros e ter capacidade para funcionar durante, no mínimo, 50 segundos. Nos extintores à base de pó químico ou de CO2 (dióxido de carbono), o jato deve funcionar, no mínimo, durante oito segundos. No caso da Extinfuoco, o extintor de pó químico, recarregado, simplesmente não funcionou.
Segundo Maciel, todos os extintores devem ser recarregados anualmente e, a cada cinco anos, eles devem fazer testes hidrostáticos para saber se a pressão que impele o jato de água, gás ou pó está funcionando normalmente.
O proprietário da empresa fiscalizada ontem, Osvaldo Hrecek Filho, estranhou o fato de o extintor recarregado por sua empresa não funcionar. Fazemos uma média de 3 mil recarregamentos e testes mensais. O Ipem não fiscaliza a quantidade de pó químico usado pelas empresas. O extintor pode chegar numa empresa em bom estado, com quantidade normal de pó. Aí o malandro não troca o pó e ainda cobra pelo serviço. Isso não é fiscalizado.
O fiscal Maciel diz que as empresas quando fazem contrato com o Inmetro sabem que devem trocar o pó, que estraga depois de um ano. É por isto que estamos aqui, para fiscalizar a qualidade do pó, a tolerância da carga, o rendimento do alcance do jato e se o extintor funciona ou não. A falha cometida pela empresa foi grave.


