A médica Cintia Grion ressalta o trabalho de prevenção das infecções nas unidades hospitalares e também as ações de cuidado com a saúde da comunidade. Porém, ela salienta a questão do tratamento, que é o principal alerta da campanha no Dia Mundial da Sepse, realizada com a distribuição de cartazes e panfletos em todos os países.
O médico Luciano Azevedo, um dos coordenadores da Campanha no Brasil e membro do Instituto Latino-Americano de Sepse (Ilas), explica que ''o objetivo é aumentar o esclarecimento da população sobre as características da doença e sobre os sinais de gravidade da sepse, que estão relacionados às disfunções orgânicas.'' Com isso, diz ele, espera-se que os pacientes acometidos por sepse procurem mais rapidamente os serviços de saúde, num momento em que as disfunções orgânicas ainda não estejam completamente estabelecidas. Isso pode fazer toda a diferença na sobrevida.
''Se o tratamento começar na primeira hora, a gente consegue conviver com uma mortalidade perto de 20 a 25%, que é a taxa de mortalidade do mundo em geral. Mas para cada hora que a gente atrasa o tratamento, aumenta a probabilidade, podendo chegar a 80%'', afirma Cintia.
Quanto ao tratamento, vai depender de cada caso e o tipo de infecção, mas vale lembrar que é preciso estar alerta para reconhecer a gravidade do problema e iniciar o tratamento imediatamente, já que a sepse começa de forma lenta, gradual. (M.O.)

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