Início de semana violento com seis homicídios em Curitiba
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Apontado como atípico pelo delegado operacional da Delegacia de Homicícios, Nailor Robert Lima, o início da semana ficou marcado por seis mortes por arma de fogo. Ela começou, na segunda-feira, com um crime que, a princípio, teria motivação passional. Eliane Cândido dos Santos, 41 anos, recebeu vários tiros e facadas de seu ex-marido, Antônio Euclides Gonçalves, 39, no Jardim Itália, na região do bairro Santa Felicidade. O casamento teria durado um pouco mais de 10 anos e eles já estavam separados. Após matar a ex-mulher, ele atirou contra si mesmo.
De acordo com a polícia, o relacionamento entre eles era conturbado e Gonçalves teria um histórico violento. O crime teria acontecido por ciúmes. Eliane já morava com outro homem.
Outro caso foi a execução de um jovem condenado por roubo, que estava passando o dia com o pai, por força de uma portaria concedida pela Justiça. Alex de Oliveira, 21, andava na rua com o pai, José Martins de Oliveira, 41, quando um homem em uma motocicleta teria alvejado os dois. A suspeita da polícia é de que o alvo era Alex, mas como ele estava acompanhado, o pai acabou morrendo também. O rapaz era preso da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. A polícia ainda não tem informações sobre o autor.
Segundo a polícia, um vendedor de espetinhos foi morto no Tatuquara, e um homem que seria usuário de drogas morreu na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), na noite de segunda-feira. A polícia ainda não tem suspeitas.
Corpo no rio
O corpo de um homem branco foi encontrado boiando no Ribeirão Cambé, nos fundos do Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina. Pessoas que passavam pelo local, no final da manhã de ontem, viram o corpo e acionaram os bombeiros, que o retiraram da água.
De acordo com o perito do Instituto de Criminalística de Londrina, Luis Carlos Kovacs, o corpo já se encontrava em adiantado estado de decomposição, o que dificulta o reconhecimento visual do homem. ''Aparentemente a causa da morte foi natural, mas somente os exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) é que poderão confirmar. Não foi encontrado nenhum documento e ele vestia pouca roupa, o que dificulta ainda mais o reconhecimento'', comentou. (Colaborou Fernanda Borges, de Londrina)


