Onde há carência de espaços públicos, as iniciativas comunitárias vêm suprindo essa demanda. Em outubro, a Vila Cultural Associação de Democratização da Comunicação (Adecom), inaugurou a sua biblioteca comunitária na Rua Ivone Freitas Lopes, 236, Conjunto Saltinho (zona sul). Na Rua Lino Sachetin, 498, Conjunto Luiz de Sá (zona norte) , a ONG Flapt – Associação dos Colaboradores de Gibiteca de Londrina mantém um acervo sobre cultura popular e africana. As crianças que participam das atividades da ONG podem consultar os livros. Esses são dois exemplos de bibliotecas comunitárias.

A Flapt está reorganizando o acervo para fazer empréstimos à comunidade e participantes dos projetos desenvolvidos no espaço. Mas , de acordo com o presidente da ONG, Douglas Oliveira Pinheiro Barbosa, a procura da comunidade por empréstimo de livros é pequena. "Acredito que a baixa procura seja porque a região é bem assistida de bibliotecas. As pessoas vêm aqui e dão uma olhada no livro, mas não pedem para emprestar", comentou.

Pinheiro lamenta o desinteresse da comunidade pela leitura. "O livro é um passatempo divertido e um momento de silêncio e concentração."

Os moradores da região podem utilizar a biblioteca pública do Centro Cultural Lupércio Luppi e a biblioteca comunitária do Centro Educacional Marista Irmão Acácio.

A professora Sueli Bortolin, do departamento de Ciência da Informação do Centro de Educação, Comunicação e Artes da UEL, considera importante essas iniciativas comunitárias, mas enfatizou que é essencial os espaços públicos e mantidos pelo poder público. Segundo ela, esses projetos comunitários ficam centrados em uma pessoa ou grupo e, por isso, muitas vezes não têm uma continuidade. (A.M.P.)

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