As iniciativas públicas para o atendimento a crianças e adolescentes em situação de risco são insuficientes diante do tamanho do problema. Na esfera municipal, o trabalho preventivo mais expressivo é o ‘‘Viva Vida’’, que atende 1.015 jovens de 7 a 14 anos no período de contraturno. Em 13 centros de convivência, jovens participam de atividades arte-educativas, como oficinas de dança e teatro, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.
‘‘É importante integrar as ações, potencializar os espaços físicos da comunidade, da escola, para desenvolver atividades prazerosas, que preencham o espaço ocioso desses jovens’’, diz a secretária de Ação Social, Maria Luiza Rizotti. Ela diz contar com o apoio de 13 entidades para atividades sócio-pedagógicas dirigidas a 1.264 jovens e com a ajuda de outras seis instituições na área de iniciação profissional de 1.637 jovens de 14 a 18 anos.
Para internação temporária de crianças e adolescentes em situação de risco, guarda provisória ou em processo de adoção, há em Londrina seis casas-abrigo (sendo uma municipal), oferecendo 185 vagas. É pouco para um problema que não pára de crescer.
Direcionado aos usuários de drogas, a secretaria tem o projeto ‘‘Espaço Vida’’, com capacidade para atender ambulatorialmente 60 usuários/dia. Em julho, há previsão para o início do projeto ‘‘Adolescer é preciso’’, desenvolvido pelo Conselho Estadual da Criança e do Adolescente. A estimativa é atender 130 jovens, de 12 a 21 anos, usuários de drogas. Cada participante receberá bolsa-auxílio de R$ 100,00 com atuação direta do terapeuta na comunidade do usuário.

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