Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
A Autarquia de Serviços Especiais de Londrina (Acesf) pretende ceder à iniciativa privada a administração de um cemitério na zona sul. A afirmação é do superintendente do órgão, Marcos Rogério Lobo Colli, que ontem de manhã participou da cerimônia de comemoração dos 22 anos da Acesf.
Segundo ele, em um ano os cinco cemitérios municipais não terão mais espaço para sepulturas. ‘‘O repasse do serviço a particulares não prejudicará em nada a qualidade no atendimento à população porque a Acesf fiscalizará tudo. Além disso, será mais barato para o município, que não precisará desapropriar outra área’’.
Apesar de estar à frente da autarquia há três semanas, Colli afirmou que a maior conquista da Acesf é a auto-sustentação. Hoje, ela cobre seus gastos com o faturamento de uma fábrica de velas e com a produção de coroas funerárias. As velas são produzidas a partir dos restos de cera recolhidos nos cemitérios e rendem ao órgão R$ 4,5 mil por mês. A floricultura arrecada mensalmente R$ 28 mil.
A Acesf tem 82 funcionários e até hoje já providenciou o enterro de 79.200 mortos. De acordo com Colli, deste total 13.200 foram oferecidos gratuitamente a famílias carentes. Em 22 anos de existência, a autarquia também criou os cemitérios Jardim da Saudade (zona norte), São Paulo (zona leste) e várias capelas. A aquisição de um forno crematório e o estudo de um cemitério vertical são os planos da nova administração da autarquia.

mockup