Iniciativa privada pode
ajudar a manter programa
A Prefeitura de Curitiba aposta na formação de parcerias para dar fôlego ao projeto que fornece kits-moradia para a população carente. Por falta de apoio da iniciativa privada, a oficina do serviço Disque Solidariedade estaria funcionado abaixo da capacidade. A ajuda de empresas dos setores de construção civil e transportes poderia, então, resultar no aumento da produção e, por consequência no atendimento de um número maior de famílias.
Empresas como Técnica Nacional, Renault, Denso e recentemente a Audi e a Transportadora Ouro Verde já teriam fechado convênios de cooperação com a prefeitura. ‘‘Esta parceria está dando impulso extra para o Moradia Solidária’’, disse o prefeito Cassio Taniguchi. A intenção da prefeitura é obter novos parceiros que possam fornecer outros materiais de construção para complementar os kits. Segundo Taniguchi, a iniciativa privada poderia viabilizar itens como os materiais hidráulicos, elétricos, azulejos, pisos e louças sanitárias.
O material dos kits permite a construção de casas com 14,3 metros quadrados, com duas peças e banheiros. Entre os beneficiados pelo programa está o pedreiro Sérgio Luiz Ivankio, 28 anos, que residia em uma área de invasão no bairro Xapinhal, em Curitiba. Pai de quatro filhos, um deles deficiente mental, o pedreiro estava inscrito na Cohab e conseguiu o terreno no ano passado. Um terreno próprio legalizado é uma das condições para que o candidato receba um kit do programa. A construção da casa é feita com mão© de-obra dos próprios moradores. (J.A.)

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