O trabalho de mestrado da médica pediatra do Hospital Univeristário (HU) de Londrina, Luiza Kazuko Moriya, também aponta o prontuário único informatizado como uma possibilidade para melhorar o atendimento em saúde. Ela desenvolveu uma pesquisa com 77 crianças de um mês a 14 anos que estavam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HU e que desenvolveram um quadro de choque séptico, que é um estado que ocorre quando o sistema circulatório tem dificuldade em nutrir as células. A especialista identificou que 40% delas morreram em função do choque e não da doença que havia originado a internação.
''Para modificar esse quadro é preciso uma maior atenção de cada setor da saúde na abordagem e tratamento das crianças. Cada médico precisa saber o histórico da criança e dos atendimentos já prestados a ela. Se a criança vai na unidade básica, depois ao PAI (Pronto Atendimento Intantil), depois Hospital da Zona Norte, cada médico vai abrindo um procedimento e nem sempre releva o que o profissional que já realizou atendimento observou. Isso é complicado porque a sepse pode ser amenizada com procedimentos padrões.''
A médica explica que o choque séptico é um estado avançado da síndrome séptica, conhecida como sepse, que é quando ocorre a disseminação de uma bactéria através do sangue do paciente, causando falência múltipla de órgãos. ''O paciente pode chegar por problemas respiratórios, gastro-intenstinais, como uma diarréia, traumas ou outras doenças infecciosas. O problema é que essa criança fica passando de médico em médico até chegar aqui e o estado já pode estar grave''. (G.B.)

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