Iniciada segunda fase de recuperação do Litoral
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Redação FolhaWeb com AEN 
O governo do Paraná deu início à segunda fase de recuperação da região do distrito de Floresta, em Morretes, região mais afetada pelos acidentes naturais provocados pelas chuvas de março passado. Até agora foram retirados mais de 4 mil metros de madeira do leito do rio Jacareí.
A chegada de recursos federais permitiu acelerar as obras de intervenção e construção na região afetada pelas chuvas de março. A grande preocupação era a urgência em retirar a parte mais pesada da madeira acumulada no leito do rio, que ameaçava a ponte reconstruída pela Ecovia sobre a BR-277.
Nesta semana, uma serraria montada em um barracão da região do distrito de Floresta vai começar a beneficiar a madeira retirada do rio. O equipamento vai facilitar a fiscalização e a certificação da madeira, por parte do IAP, além de evitar a derrubada de outras árvores. O maquinário vai picar o material em cavacos (150 toneladas de lenha por dia), que serão usados como lenha para queima em caldeiras de empresas da região.
Paralelamente, o Provopar começou a reunir os artesãos de Morretes, para encaminhar um conjunto de projetos de capacitação e geração de renda e o IAP está elaborando um plano para replantio de espécies nativas, para recompor a mata ao longo do rio.
Desassoreamento
O Instituto das Águas do Paraná também quer deixar os rios e canais da região litorânea em condições de receber as chuvas do período de verão. Pelo menos dez máquinas, entre escavadeiras hidráulicas e tratores agrícolas com guinchos, com uma equipe de 17 homens e veículos de suporte trabalham nos rios Jacareí, Sagrado e Sambaqui, em Morretes. Em Paranaguá, os trabalhos estão concentrados na região do Morro Inglês, nos rios Miranda, Vermelho e do Meio.
"A cheia tirou os rios da caixa natural, alterou o traçado e a forma, depositando areia e material orgânico. Agora estamos corrigindo o traçado e fazendo a limpeza, para garantir a segurança da rodovia e para melhorar a circulação das pessoas nessas áreas", explicou o diretor do Instituto da Águas, Everton Luiz da Costa Souza.


