As obras da Colônia Penal Agrícola de Tamara começaram em 1980, foram interrompidas em 83, reiniciadas três anos depois e até hoje não estão concluídas. Nesse intervalo de tempo, o lugar virou depósito de lixo tóxico e a sua inauguração foi anunciada várias vezes, o que efetivamente nunca chegou a acontecer.
Além dos desencontros, a obra foi alvo de diversas denúncias de irregularidades, como malversação do dinheiro público e falta de licitação para as obras. Até uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembléia Legislativa, foi aberta para apurar o caso, que acabou não incriminando ninguém.
A partir da retirada do lixo tóxico, que ainda permanece no local, o destino dos 52 alqueires da Colônia Penal é indefinido. Mas uma coisa é certa: preso dificilmente vai passar por lá. Sua utilização como presídio foi descartada em 1995 pelo secretário de Justiça do Paraná, Edson Vidal.

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