Edson MazzettoNas rodoviasPoliciais rodoviários participam da campanha iniciada ontem no Paraná e distribuem panfletosPolícias Civil, Militar e rodoviárias Estadual e Federal (PRF) iniciaram ontem a Operação Desarmamento no Paraná. Nas rodovias, motoristas e passageiros de ônibus receberam panfletos que alertam sobre o fim do prazo (dia 8) para registro de armas para uso domiciliar ou obtenção de porte.
Os panfletos observam que ‘‘registrar é simples’’, mas questionam: ‘‘Será que você precisa mesmo de uma arma?’’ ‘‘Melhor que registrar é entregar para que seja destruída’’, diz. Os policiais militares já fizeram o recadastramento de suas armas de uso pessoal, atendendo determinação do comando estadual da corporação.
O registro de armas e obtenção de portes está sendo feito nas delegacias de Polícia Civil. Em Cascavel, a procura é de cerca de 50 pessoas por dia, segundo relatou ontem o escrivão Sadi Bruschi. O registro custa R$ 14,04 e permite manter armas na residência ou local de trabalho. O porte, que só é garantido a quem não responde processo criminal, custa R$ 60,00, incluindo o teste de proficiência (habilidade mínima para manuseio da arma).
Sadi informa não ser expressivo o número dos que se interessam pelo porte. Nos dois casos, só há permissão para pequeno calibre - no caso de revólver, até o 38. Após o dia 8, quem portar arma indevidamente poderá ser detido por 1 a 2 anos, ou de 2 a 4 anos no caso de armas não permitidas. A punição para armas sem registro nos domicílios ocorrerá se houver algum incidente que faça a polícia conhecer a existência delas.
O contabilista Walter Pertile, 38 anos, de Cascavel, detentor de vários títulos nacionais de tiro ao alvo, diz que ‘‘arma em casa talvez seja até aceitável’’, mas acrescenta que ‘‘não é prudente’’ o porte. Embora tenha habilidade pelos dez anos de prática, Walter nunca anda armado.

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