Os erros flagrados constantemente em qualquer parte da cidade comprovam o descaso com o uso correto das palavras e que há também um excesso na utilização da língua inglesa. Segundo o professor Sandman, ‘‘usar o inglês na linguagem comercial virou mania’’. O professor reconhece que há abusos e defende inclusive a criação de uma lei municipal que proíba o uso indevido de expressões estrangeiras.
Mauro FrassonO professor de inglês Elton Zanonato, de 33 anos, acha que a invasão do inglês na mídia é péssima para a língua portuguesa.‘‘Quem estuda ou ensina a língua inglesa muitas vezes presencia coisas realmente pavorosas’’O professor de inglês Elton Zanonato, de 33 anos, diz que ‘‘está havendo uma invasão excessiva por parte da mídia, o que é péssimo para a língua portuguesa’’. Zanonato diz ainda que a falta de conhecimento da língua inglesa agrava ainda mais a situação. ‘‘Quem estuda ou ensina a língua inglesa muitas vezes presencia coisas realmente pavorosas’’.
A indignação não se limita aos linguistas, maiores interessados na questão, mas se estende a toda a população. O contabilista Fernando Agustin, 48 anos, acha a situação ‘‘um absurdo, pois o povo deveria aprender primeiro o português, para depois conhecer outra língua’’. Para ele, o uso incorreto do inglês ‘‘pode inclusive confundir quem está aprendendo’’. Eloise Bacila, 35 anos, professora de etiqueta, completa: ‘‘se as pessoas não conhecem a língua inglesa, por que não usam o português ?’’
Mauro FrassonA professora de etiqueta Eloise Bacila, 35 anos, não se conforma com os erros que vê pela cidade e questiona:‘‘se as pessoas não conhecem a língua inglesa, por que não usam o português?’’Existe um projeto na Câmara Municipal que pretende proibir o uso de termos estrangeiros, mas esse projeto se restringe ao uso por parte dos órgãos públicos. Pelo projeto, criado em 1997, seria proibido o uso de termos estrangeiros para designar bens ou serviços municipais. Um exemplo do que está sendo usado pela prefeitura de Curitiba são os ‘‘yellow boxes’’, nome dado aos quadrados amarelos nos cruzamentos, onde é proibida a permanência dos carros durante a troca dos sinais. Pela lei, que até agora não saiu do papel, essa denominação seria proibida. A lei não teria influência no comércio, que segundo a vereadora Nely Almeida - criadora do projeto - ‘‘lamentavelmente exagera no uso das expressões estrangeiras, desvalorizando a nossa cultura’’. Embora se posicione a favor da globalização, a vereadora recomenda ‘‘cuidado para não perdermos nossa identidade’’.Mauro FrassonCentre D’ Coiffure Luizinhu’s . O nome do salão de beleza pode parecer chique para o dono, mas totalmente incorreto, misturando francês, inglês e portuguêsCâmara Municipal tem
projeto para proibir
termos estrangeiros
por órgãos públicos

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