Londrina - A infraestrutura do Terminal Central de Transporte Coletivo de Londrina permanece precária, mesmo com as recentes obras, que incluíram a instalação de pequena calhas que deveriam desviar o curso das águas pluviais. Nos dias de chuva, os usuários sempre se deparam com goteiras e afloramento de barro na pista, sem contar outros problemas, como azulejos caídos, madeira compensada danificada e portas sem fechaduras e fechadas com correntes e cadeado.
"Está feio. Toda vez que chove essa água nos prejudica", reclamou a zeladora Valéria Silvia Teles, de 35 anos, dizendo que se molhou quando esperava o ônibus da linha 505.
Na pista onde circulam os ônibus é possível observar o barro. "Nós saímos limpas de casa, mas quando chega aqui acabamos nos sujando com essa lama e precisamos ir ao serviço desse jeito", reclamou a empregada doméstica Lenita Schnaide, de 49 anos.
Já o autônomo Paulo Silvestri Camargo, de 48 anos, destacou que a falta de azulejo em alguns pontos e a fiação exposta em outros conferem uma sensação de abandono ao espaço.
Segundo o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, o problema no terminal é que ele não foi impermeabilizado quando foi construído. "Não sei se foi por economia ou se foi por não existir a tecnologia na época. O asfalto é permeável e cria poças d’água na estrutura de concreto que não são absorvidas e acabam caindo no piso inferior", explicou. Ele afirmou que o problema já foi mostrado ao Secretário de Obras e que uma reforma só depende dessa pasta. A reportagem procurou o Secretário de Obras, Sandro Nóbrega, mas o telefone estava na caixa postal nas várias tentativas de contato. (V.O.)

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