INFRAESTRUTURA - Obras de reconstrução de pontes estão atrasadas
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segunda-feira, 20 de março de 2017
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

Obras de reconstrução das pontes destruídas pela chuva forte que caiu em janeiro de 2016 em Londrina estão atrasadas. A licitação para a reconstrução de dez vias foi realizada em outubro de 2016 e o serviço teve início no mês seguinte. O primeiro lote, constituído por sete das dez pontes que serão refeitas com recursos do Ministério da Integração Nacional, era para ter sido entregue na última sexta-feira (17), segundo o planejamento feito quando foi elaborado o edital de licitação. Porém, as construtoras que venceram a concorrência pediram um aditivo de 50 dias para entregá-las, segundo informações do secretário municipal de Obras e Pavimentação, Fernando Tunouti. Segundo ele, os responsáveis pelas empresas alegaram que a chuva atrasou o cronograma. As outras três obras têm prazo de entrega de 235 dias após a assinatura da ordem de serviço.
A reportagem foi até alguns locais e constatou que as obras de construção das novas estruturas sequer começaram. O que existe são desvios temporários. A maioria dessas pontes fica na zona rural e muitos desses acessos paliativos foram feito pela própria comunidade para não ficar isolada. Essas pontes, no entanto, não foram projetadas para durar muito tempo e nem tem dimensões necessárias para receber o tráfego intenso de caminhões para escoar a produção das propriedades.
É o caso da ponte da Estrada do Aguiar, sobre o Ribeirão Clementino, no Distrito de Guaravera (zona sul). Embora não passe por ali com frequência, a agricultora Claudineia Cardoso de Souza relata que ouve queixas de muitos moradores da região. De acordo com outro agricultor, Valdir Aguiar, a ponte de madeira foi improvisada há cerca de dois meses pela população, por causa da demora em reconstruir. "Essas pranchas de madeira foram trazidas pelos moradores de Marilândia do Sul (que faz divisa com o distrito), mas os eucaliptos da estrutura foram doados pela comunidade daqui", destaca.

Ao observar mais de perto essas pranchas é possível ver que elas não estão suportando o peso e já estão cedendo. Outro ponto preocupante é a erosão na cabeceira da ponte, que pode fazer a estrutura improvisada cair. "Dá para ir passando devagar, mas já está desbarrancando. Tem que ter cuidado", aponta Aguiar. Ao lado da estrutura improvisada há um aviso de "ponte interditada", mas ninguém soube dizer quem a colocou. A nova ponte sobre o Ribeirão Clementino está orçada em R$ 249 mil. Na manhã desta segunda-feira (20), quando a reportagem chegou ao local, só havia um funcionário realizando a medição do terreno.
Aguiar também acompanhou a reportagem até outra ponte em Guaravera, a que fica sobre o Rio Amarelinho, na Estrada Eldorado. Ali também não há sinais de andamento da obra. Um desvio foi feito, mas a pista é muito estreita para o tráfego de caminhões utilizados para escoar a safra, o que provoca preocupação dos motoristas que precisam passar por lá.
O agricultor afirmou que muitas vezes precisa realizar um desvio grande como alternativa a essa passagem. Além disso, para construir esse pequeno desvio, o Rio Amarelinho foi represado e foi construído um pequeno braço do corpo dágua, que passa por manilhas de concreto sob a ponte improvisada. "A água fica parada aqui", reclamou Aguiar. A obra de reconstrução dessa ponte está avaliada em R$ 200 mil, mas também está parada.
A reportagem também foi até a Estrada Paiquerê-Guairacá, onde será reconstruída a ponte sobre o Rio Taquara. Até agora apenas parte dos pilares foram construídos e as vigas de concreto ainda não foram feitas. Quando a reportagem chegou ao local não havia nenhum funcionário. (Leia mais na pág.2)


