Da Sucursal

Gilson AbreuTrecho do novo acesso ao aeroporto já concluído com pavimentação e rótulaOs problemas de rachaduras enfrentados pelos moradores do bairro Afonso Pena 2, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, já eram previstos pela própria Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), responsável pelas obras de ampliação do novo terminal do Aeroporto Afonso Pena.
A prefeitura de São José dos Pinhais recebeu da Infraero, no dia 9 de agosto de 1995, um ofício avisando que a vazão do Córrego Ressaca, para onde as águas pluviais do aeroporto seriam canalizadas, não seria suficiente para o volume de água de 20 metros cúbicos por segundo previsto para a área do novo terminal.
Segundo a advogada, Marlene Zanin, o ofício enviado à prefeitura, avisava que a obra de macro-drenagem a ser realizada na área do aeroporto, poderia ‘‘desestabilizar os imóveis próximos ao Córrego Ressaca’’, para onde as águas foram canalizadas.
‘‘Nesse ofício, a Infraero apenas avisa a prefeitura e ninguém tomou qualquer tipo de providências. Os moradores foram surpreendidos com um problema muito grave que colocou em risco suas residências e que na realidade, tanto a prefeitura quanto a Infraero previam’’, advertiu a advogada.
Várias casas estão ameaçadas de desabar com rachaduras nas paredes. Os moradores correm riscos a cada chuva que provoca enxurrada no Córrego Ressaca. Os muros das casas estão prestes a desabar no rio e praticamente todas as casas construídas nas margens estão com as paredes ameaçadas.
O prefeito de São José dos Pinhais, Luiz Carlos Setim, reuniu na sexta-feira, moradores do bairro Afonso Pena 2 para se inteirar dos problemas sofridos com a construção do novo terninal do Aeroporto Afonso Pena, mas ainda não anunciou soluções.

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