São Paulo- A medida mais amarga do pacote de emergência da crise aérea, que poderia afetar passageiros em todo o País, não foi anunciada. Porque, para isso, será necessário diminuir o número de vôos. Ainda não se sabe o quanto será reduzido. ''Isto está sendo discutido com as empresas aéreas'', disse José Carlos Pereira, presidente da Infraero.
O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), por sua vez, disse que não foi consultado a respeito das medidas. Mas nos bastidores admite que nem pensa em diminuir o número de vôos e não quer discutir o assunto.
Medidas- As ações já anunciadas por Saito podem ser divididas em duas categorias: disciplinares e técnicas. Como medidas técnicas, o governo colocou de sobreaviso todos os controladores da área militar, que passarão a fazer o serviço dos sargentos do Cindacta-1, caso os ''boicotes'' continuem. O brigadeiro Saito acredita que 70% do sistema permanecerá em funcionamento e demorará mais cerca de 48 horas para ser normalizado. Está sendo ativado em Santa Tereza (ES) um posto militar de controle do tráfego aéreo, que funcionará de stand by para entrar em funcionamento imediato, caso os controladores do Cindacta de Brasília continuem atrapalhando o sistema.
O sistema de formação de novos controladores será feito em regime militar, com a carga horária que o comando assim decidir. Os sargentos não decidirão mais quantos aviões irão monitorar. Um oficial supervisor decidirá quantos vôos. Hoje, os controladores que monitoram 14, haviam reduzido este número para até 6, atrasando todos os vôos do País.
O início da manhã de ontem apresentou 30% de atrasos nos vôos programados para horários entre 0h e 8h30. De acordo com a Infraero, de um total de 356 vôos, 109 atrasaram e 23 (6,4%) foram cancelados.

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