O principal aeroporto do Paraná quer mudar de cara e de fama, segundo a Infraero. Entre 1999 e o ano de 2001, a empresa prevê a aplicação de US$ 45 milhões na ampliação da capacidade operacional do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Só a construção da terceira pista, de 3.700 metros de extensão, consumirá cerca de US$ 35 milhões.
Albari RosaEstratégiaProjeto mostra a terceira pista do aeroporto (linha com pontos negros): 3.700 metros de extensão e possibilidade de mais vôos internacionais de cargaApesar dos novos equipamentos para orientação de navegação aérea representarem a menor fatia dos investimentos (aproximadamente US$ 10 milhões), são neles que a Infraero joga as esperanças de encerrar um ciclo de cancelamentos de vôos frequentes provocados pelo mau tempo e pela ausência de tecnologia que facilite pousos e decolagens. A vinda de novas indústrias fomentou a discussão de que o aeroporto não poderia ser uma barreira ao desenvolvimento da economia do Estado.
‘‘As montadoras estabelecerão no Paraná um segmento de logística de distribuição para os países do Mercosul’’, diz o superintendente da Infraero no Paraná, João Roberto de Paula, referindo-se ao papel estratégico que o Afonso Pena poderá ter no escoamento da produção. A implantação do ILS-2 (Sistema de Pouso por Instrumentos), anunciada pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) na semana passada, é a peça-chave para que o aeroporto não continue sendo interditado.
De acordo com a Infraero, o Aeroporto Afonso Pena será o terceiro da América Latina a operar com o ILS-2. Mesmo sem visualizar a pista até a uma distância mínima de 400 metros de uma das cabeceiras, o piloto terá chances de pousar a aeronave em condições meteorológicas desfavoráveis. O superintendente João Roberto de Paula acredita que o aparelho, previsto para ser instalado em janeiro do ano que vem, diminua em 80% o índice de fechamentos do terminal. De fevereiro a agosto deste ano, o aeroporto não operou por 322 horas e deve ultrapassar as 341 horas registradas nos 12 meses de 97.
Albari RosaSuperintendente da Infraero João Roberto de Paula: redução de cancelamentos de vôos com o ILS-2O DAC, através de consulta feita às empresas que operam no aeroporto, descartou a possibilidade de instalação do ILS-3, uma versão mais moderna que permitiria aterrissagens com visibilidade zero. A relação custo-benefício seria o principal empecilho. Além do custo de instalação de aparelhos em cada aeronave, as tripulações das aeronaves seriam obrigadas a realizar treinamentos a cada 30 dias para se adaptar a uma situação em que o ILS-3 conduziria o avião automaticamente até a pista. No caso do ILS-2, existente também nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro, o treinamento é feito somente a cada seis meses.

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