Infraero pretende
aumentar a segurança
Ontem de manhã, durante o tiroteio no aeroporto de Londrina, estavam trabalhando no saguão dois vigilantes contratados pela Infraero. O superintendente da Infraero, Lourival Briana, explica que os vigilantes estavam desarmados. ‘‘Eles não podem trabalhar armados no saguão para evitar confrontos’’, ressalta. Outros cinco fiscais de operação de sala e de pista também estavam trabalhando.
O superintendente da Infraero reconhece que dois vigilantes é um número pequeno, mas afirma que não houve falha na segurança da Infraero. ‘‘Assim que ficamos sabendo, acionamos imediatamente as polícias Civil, Militar e Federal’’, observa. Ele diz que haverá estudos para aumentar o nível de segurança.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina, Gabriel Trindade, critica o que considera falta de segurança no aeroporto. Segundo ele, seriam necessários, no mínimo, mais quatro vigilantes porque a área do aeroporto é extensa. ‘‘Vamos pedir para a Polícia Federal exigir que a empresa que presta serviço para a Infraero colocar mais vigilantes’’, ressalta.
Com relação ao transporte de valores, Gabriel Trindade explica que os vigilantes recebem um treinamento especial e ficam munidos de armamento pesado. Segundo ele, este tipo de transporte é bastante sigiloso, tanto que o número de vigilantes que trabalha em cada operação não é divulgado. Além disso, o transporte é realizado em horários e dias alternados para evitar assaltos. O presidente do sindicato informa que em Londrina existem três empresas que trabalham no ramo de transporte de valores.

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