Infraero investirá R$ 16 milhões
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terça-feira, 23 de abril de 2002
Emerson DiasReportagem Local 
A diretoria da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou ontem investimentos da ordem de R$ 16 milhões para o Aeroporto de Londrina. A ampliação da pista e a instalação de novos equipamentos, previstos para serem finalizados dentro de seis meses, devem acabar com o cancelamento de vôos na cidade.
O anúncio dos recursos - previstos para 2002 e também dentro dos próximos dois anos - foi feito pelo presidente da Infraero, Fernando Perrone, durante visita à estrutura do novo setor que será destinado aos passageiros. As obras foram iniciadas no ano passado e já consumiram R$ 2 milhões. Os gastos com o prédio devem totalizar R$ 6 milhões. Outros R$ 10 milhões serão destinados à ampliação da pista em 300 metros, reformas do pátio e aquisição de novos equipamentos, explicou Perrone, garantindo que o ILS equipamento que auxilia na navegação será instalado.
A confirmação dos novos equipamentos animou a equipe técnica da Infraero em Londrina, pois deverá diminuir consideravelmente o número de vôos cancelados. Segundo informações da Coordenadoria de Navegação do aeroporto, o equipamento ampliaria a aproximação dos aviões (em tempo instável) dos atuais 500 pés (cerca 162 metros) para 300 até pés (97 metros). Desde janeiro até agora, 66 pousos e decolagens foram cancelados em Londrina. No ano passado, o aeroporto ficou fechado 230 horas devido ao mau tempo.
As novas obras e a colocação dos equipamentos, porém, depende da desapropriação de terrenos próximos ao aeroporto. De acordo com o prefeito Nedson Micheletti (PT), uma comissão está avaliando alternativas que evitem a compra de áreas particulares da Indústrias Carambeí S.A. Se conseguirmos convencer o empresário a afastar a caixa dágua da cabeceira da pista, nem precisaremos desapropriar. Isso será negociado em conjunto com a Infraero, prefeitura e a Carambeí, afirmou Nedson, ressaltando que outras áreas já desapropriadas serão repassadas para a União dentro das próximas semanas.
Para o procurador da Carambeí em Londrina (empresa é sediada em São Paulo), Carlos Henrique Schiefer, falta diálogo entre os interessados no assunto. Sempre estivemos abertos à negociação e não fomos consultados. A própria prefeitura avaliou o terreno, anos atrás, em R$ 2,2 milhões, garantiu Schiefer, lembrando que a desapropriação seria de uma grande faixa com 30 metros de largura.


