Infraero garante que NDB é seguro e rebate críticas
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quarta-feira, 30 de setembro de 1998
Osmani Costa 
Não é verdade que o aparelho NDB não tenha precisão. Ele não é ultrapassado e é totalmente seguro para as operações de pousos e decolagens por instrumento. Tanto, que todos os aeroportos do Brasil, do Amazonas ao Rio Grande do Sul, operam com o NDB. Ele opera com os mesmos parâmetros do VOR - teto mínimo de 150 metros de altura e 1.600 metros de visibilidade horizontal - em totais condições de segurança, sem nenhum risco. A afirmação é do superintendente da Infraero em Londrina, Lourival Inácio Briana, que é administrador de empresas. Ele foi assessorado por dois engenheiros especialistas em segurança de vôos.
Segundo eles, o NDB sofre interferências do mau tempo, mas não a ponto de prejudicar ou restringir a operação do equipamento. Isto ocorre em ocasiões raríssimas; nunca aconteceu em Londrina, garantem. De acordo com eles, não procede a crítica de que o aparelho possa sofrer interferências de rádios piratas ou equipamentos eletrônicos: As emissoras de rádios operam em frequências totalmente diferentes.
Os funcionários da Infraero disseram que os aviões estão operando em totais condições de segurança, sob o monitoramento do NDB. Grandes aeroportos do País, como o Congonhas de São Paulo e o de Porto Alegre, têm pistas monitoradas exclusivamente por NDBs iguais ao daqui.
Sobre o VOR, ele diz: Nosso equipamento foi instalado em 1982 e sempre operou com regularidade mas foi tirado do ar não porque está com defeito, mas porque sofre interferências externas que precisam ser resolvidas.
Ele admitiu ser comum os pilotos forçarem a barra para pousar as aeronaves. Isto é muito perigoso e coloca em risco a integridade dos passageiros e tripulação. A Infraero é criticada por pilotos irresponsáveis porque não transigimos na questão de segurança.
A Folha contatou aeroportos de Porto Alegre (RS) e São Paulo. Foi informada, no primeiro, de que o aeroporto conta o NDB e também com o VOR. Em São Paulo, as informações foram que o NDB é usado no Aeroporto de Congonhas como último recurso - apenas se houver falhas dos equipamentos mais modernos. Segundo informações do setor, o NDB naquele aeroporto tem resultados porque seu uso é associado a um radar, que permite a correção de eventuais erros do equipamento.
O NDB entrou em funcionamento durante a 1ª Guerra Mundial e é vulnerável a condições atmosféricas, de acordo com informações obtidas pela Folha. A pessoa, que pediu para que seu nome não constasse na matéria, disse que a tendência da navegação mundial é que o NDB seja definitivamente aposentado. (Colaborou Benê Bianchi)


