Infraero cria comitê para agilizar instalação do ILS
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terça-feira, 04 de janeiro de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Um comitê técnico da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) deverá começar a discutir neste mês, com representantes do município, o desenvolvimento de um cronograma de ação para a instalação do ILS (Instrument Landing System) equipamento de apoio a aterrissagens em condições climáticas adversas no Aeroporto de Londrina. O assunto vem se arrastando há anos. A desapropriação de algumas áreas nas proximidades na chamada faixa de pista , com seus prédios, ruas, árvores e residências é o principal empecilho.
A determinação de criar um comitê para tentar agilizar a instalação do ILS partiu do próprio presidente da Infraero, Carlos Wilson Campos. ''Acho que isto representa a preocupação da Infraero em resolver a questão'', diz a superintendente da empresa em Londrina, Rosemayre Malhorquim Corrêa.
O secretário municipal de Obras, Aloísio Crescentini de Freitas, admite que existem hoje várias dificuldades a serem vencidas para colocar em ação o projeto de ampliação da pista do aeroporto. A maior delas, segundo ele, é a desapropriação da área pertencente ao Complexo Industrial Carambeí, pois trata-se de terreno doado pela próprio município e que não pode ser readquirido pelo poder público local. Recentemente, a Folha publicou matéria mostrando que apesar da perspectiva de desapropriação, o imóvel continua sendo utilizado comercialmente e abrigará uma nova escola neste ano.
De acordo com Freitas, o município sozinho não tem como fazer todas as desapropriações, sugerindo que a Infraero entre com parte dos recursos necessários. Segundo Rosemayre, porém, existe um convênio assinado com o município em 1996 onde estão bem definidas as atribuições de cada parte. ''As etapas que a Infraero vem desenvolvendo são exatamente as que foram acordadas. Não podemos intervir no que foi estabelecido para o município.''
A superintendente explica que os investimentos da empresa com a infra-estrutura necessária para instalação do ILS serão de R$ 8 milhões, incluídos os custos do próprio equipamento (R$ 1,5 milhão); transferência dos instrumentos de apoio e ampliação da pista.
Atualmente o aeroporto está operando com um recuo de pista de 297 metros, decorrente da presença de prédios que, embora localizados no setor de aproximação da cabeceira 13, tiveram a construção liberada pelo município. ''É um problema antigo que enfrentamos. Há uma rampa imaginária de aproximação das aeronaves que tem que ser respeitada'', explica o coordenador de navegação aérea da Infraero, Carlos Alberto Souza e Silva.
A perda de um trecho da pista obriga as aeronaves de maior porte a aterrissarem pela cabeceira oposta. ''É um grande prejuízo que terá que ser recompensado com a construção de outros 300 metros no lado oposto'', completa Silva. Até o dia 25 do mês passado, o aeroporto ficou sem operação 218 horas e 31 minutos. Se o ILS estivesse em operação, estes números cairiam para 45 horas e 40 minutos, o que significa que o equipamento teria tornado possível 79,36% das aproximações.


