Infraero ameaça parar ampliação da pista
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terça-feira, 27 de agosto de 2002
Emerson Dias<BR>Reportagem Local 
Londrina - Representantes da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e da Prefeitura de Londrina não se entenderam ontem sobre a ampliação do Aeroporto e instalação de equipamentos para melhorar as operações de pouso e decolagem, reduzindo o cancelamento de vôos. A superintendente da Infraero, Rosemayre Malhorquim Ferreira Correa, afirmou que não serão feitos novos investimentos até a desapropriação das áreas necessárias. Já o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, disse que o município não tem os R$ 6 milhões calculados para pagamento das indenizações.
Em reunião ontem no Aeroporto, foi divulgado um relatório ''definitivo'' apontando as necessidades para ampliação da estrutura para pouso e decolagem de aeronaves em Londrina. Além da desapropriação de áreas na Avenida Salgado Filho, paralela à pista, os técnicos da Divisão de Controle de Espaço Aéreo (Dcea) destacaram que outros lotes devem ser desocupados para a instalação de marcadores do Glide Sloper, equipamento usado durante aproximação dos aviões. Uma área de 10 mil metros quadrados da Fazenda da Nata (Gleba Ribeirão Cambé) terá que ser repassada à União. ''Garantimos 55 lotes. Estamos negociando agora outras 31 áreas, mas o município não possui dotação orçamentária para as indenizações'', disse Aloysio de Freitas, lembrando que o projeto prevê também um desvio da Avenida Salgado Filho. O secretário informou que tentará negociar a continuidade das obras na pista do Aeroporto com o que já existe de área vizinha disponível.
Rosemayre Correa garantiu que não é possível instalar o tão esperado ILS (equipamento que auxilia na navegação aérea) antes da regularização das áreas. ''É uma contrapartida do município para a modernização do Aeroporto. Somente a ampliação da pista está estimada em R$ 5 milhões, sem contar com equipamentos de balisamento'', afirmou a superintendente, acrescentando que os investimentos da Infraero previstos para os próximos quatro anos totalizarão R$ 16 milhões.
Levantamentos apontaram que 174 vôos foram cancelados desde o início do ano e 14.405 efetivados. Pousos e decolagens foram suspensas durante 138 horas. Se o Aeroporto de Londrina contasse com o ILS, o índice baixaria para 57 horas. Os novos equipamentos possibilitam decolagens mesmo em dias que não há ''teto'', desde que haja 600 metros de visibilidade de pista.
O Aeroporto de Londrina registrou no ano passado a circulação de 401 mil passageiros. As operações suspensas totalizaram 226 horas em 2001.


