Infraero admite deficiências
Infraero admite deficiências
Muito tem se falado, escrito e debatido sobre a operacionalidade do Aeroporto de Londrina. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - Infraero, responsável pela administração e serviços necessários à operacionalidade do aeroporto, esclarece a sua posição diante da situação. Este documento em princípio, não tem a intenção de eximir a Empresa de responsabilidades, pelo contrário, estamos conscientes das nossas deficiências e da certeza que não devemos medir esforços para saná-las, deste modo, ações tem sido empreendidas nesse sentido.
O Aeroporto de Londrina, sem dúvida alguma de suma importância no cenário nacional, faz parte de todo um complexo sistema portuário que, em função das dimensões do país e de diversos fatores contribuintes, torna gigantesca a tarefa de administrá-lo. Às normas e métodos que norteiam os vários segmentos desse complexo emanam de organismos normatizadores responsáveis por cada segmento, formando, assim, sistemas interligados, mas autônomos dentro de sua esfera de responsabilidade.
O esclarecimento acima faz-se necessário em virtude de estar aventando a possibilidade de instalação de equipamentos, que permitissem a sua operação sem a dependência das condições meteorológicas, ou com os parâmetros hoje influentes reduzidos a valores que viabilizem a operação em condições de tempo bem adversas. Tal equipamento o ILS (Sistema de Pouso por Instrumentos), categoria I, hoje instalado em apenas 16 aeroportos dos inúmeros que compõem o sistema já citado.
Os equipamentos hoje existentes em Londrina (VOR e NDB) permitem a operação com as condições meteorológicas fixadas em valores mínimos de 500 metros de teto e 1600 metros de visibilidade. O NDB (Rádio Farol Não Direcional) opera normalmente e o VOR (Transmissor Omni-Direcional em VHF) encontra-se inoperante por motivos técnicos, mas já está reunida em Londrina uma equipe formada por engenheiros e técnicos da empresa e do Ministério da Aeronaútica, para, um esforço conjunto, analisar todas as condicionantes, inclusive de local onde está instalado, e tentar resolver o problema do equipamento, que já se arrasta por um tempo realmente indesejável.
A instalação e modernização de outros equipamentos de auxílios à navegação aérea, dentro do que permite as condições físicas e localização do aeródromo de Londrina está constantemente sendo avaliada, dentro de um programa geral de investimentos nos aeroportos brasileiros sob administração da Infraero, ouvidos os órgãos do Ministério da Aeronáutica envolvidos.
Nada mais é constrangedor para a empresa do que admitir que as atuais condições do terminal de passageiros não resistem a situações que fujam da situação considerada como de normalidade; mas também quanto a isto as providências estão sendo tomadas, com a agilidade que os procedimentos previstos permitem. Assim é que se encontra em andamento, dentro dos prazos previstos, a execução do projeto de ampliação do terminal de passageiros que estará concluído neste semestre bem como o planejamento para o futura expansão da pista de pouso após a incorporação das áreas necessárias já previstas em termo de convênio.
A Infraero não quer se eximir de suas responsabilidades, sabendo do seu compromisso de conduzir operações de tráfego aéreo de maneira eficiente e segura, buscando sempre o aprimoramento de suas ações, objetivo permanente da empresa.
- Lourival Inácio Briana, superintendente do aeroporto.





