O despejo irregular de entulho é uma infração prevista no Código de Posturas. É passível de multa que varia de R$ 50,00 a R$ 1.500,00. O valor ainda dobra em caso de reincidência. No entanto, quando o descarte é feito em áreas de preservação ambiental, como fundos de vale, a punição pode ser até a prisão.
De acordo com o diretor de Operações da CMTU, Fábio Reali, as equipes da companhia, formadas por apenas 13 funcionários, não têm condições de estar presentes nos mais de 800 bairros de Londrina.
A maior dificuldade, segundo Reali, é conseguir flagrantes dessas ações. ''Quem faz isso se vale da calada da noite'', assevera. A Companhia fez um levantamento que indicou a existência de 54 pontos críticos de descarte de entulho na cidade.
Para Reali, a sugestão de colocar caçambas nos fundos de vale é impraticável. ''Tornaria-se um convite para jogar lixo numa área de preservação. Não há como controlar o tipo de material despejado e impedir que transborde'', ressalta. Já a implantação de centrais de descarte é considerada inviável devido ao alto custo.
Quanto à colocação de material de construção nas ruas e calçadas, o Código de Posturas prevê que areia e pedra, por exemplo, devem ficar dentro do terreno, cercadas por tapume, ou ocupar no máximo 50% da calçada.
O problema é que normalmente as enxurradas também carregaram esses materias para dentro das bocas-de-lobo.
Para manter os bueiros limpos, uma equipe da Secretaria Municipal de Obras, formada por dez funcionários, tem de zelar pela cidade toda. Outra dificuldade, apontada pelo gerente Celso Alves da Silva, são os furtos das grelhas. ''Há muito furto. Então temos de substituir as grades de ferro pelas de concreto'', queixa-se. O setor deve promover um levantamento da situação da área já no início da semana que vem.
O cronograma de roçagem da CMTU, de acordo com Reali, prevê que os jardins Indusville e Tropical sejam visitados também na próxima semana. (F.R.F.)

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