Infra-estrutura atrasa. Novos loteamentos ficam no escuro
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sexta-feira, 01 de agosto de 1997
Luciane Tonon Santo Antônio da Platina 
Paulo Eduardo PinheiroLonga esperaO loteamento Residencial Pavan, habitado há mais de 2 anos, ainda aguarda energia elétricaO atraso na execução de infra-estrutura de três loteamentos (Residencial Morumbi, Renó e Pavan) está preocupando moradores dos bairros, em Santo Antônio da Platina (a 150 quilômetros de Londrina). A Imobiliária Hitesa, responsável pelos empreendimentos, não está cumprindo o prazo de execução de infra-estrutura nos loteamentos.
Moradores do residencial Pavan (67 lotes) vivem no local há mais de dois anos sem energia elétrica. Outros já têm a casa construída e não podem morar por falta de água, luz e esgoto.
O Residencial Morumbi (160 lotes) começou a ser comercializado em 1993. Segundo proprietários, o prazo de entrega da infra-estrutura básica feita pela imobiliária venceu em junho de 1995. Até hoje, o loteamento não tem luz elétrica.
Minha casa está pronta. Precisei vendê-la e não consegui porque os interessados na compra não podiam entrar de imediato na casa, que está sem luz, contou o engenheiro Sebastião Carlos Bianchi. Ele está com o terreno pago há dois anos.
Segundo Bianchi, as obras que foram feitas no residencial (asfalto, muros e portões) já estão deterioradas. Esse ainda é um loteamento classe A. Os proprietários têm condições de manter outro local de moradia, mas aqueles que o salário não é suficiente para pagar aluguel e construir, estão passando apertado, disse.
O diretor da imobiliária, João Loyola, disse que até setembro a luz será instalada nos loteamentos Morumbi e Pavan. Os moradores do Residencial Pavan tinham conhecimento que a empresa tem 24 meses de prazo para a entrega da infra-estrutura. O prazo venceu este mês.
Ocupação No loteamento Pavan, alguns moradores construíram as casas com aprovação da prefeitura. Eles moram há dois anos sem energia elétrica, por não terem condições de pagar aluguel e a prestação do terreno. Quando entramos na casa, ficamos um ano sem água e agora somos iluminados por lampião de gás, disse a dona-de-casa Neuci Francis Rigo, que mora, há um ano e sete meses no loteamento.
O maior problema enfrentado pela família Rigo é que em cima da casa deles passa uma rede de alta tensão, que abastece o município de Joaquim Távora. A Copel, empresa responsável pela energia elétrica da região, já pediu a família que desocupe a casa. Praticamente esta casa e este terreno estão perdidos porque ninguém vai querer comprar um terreno que fica embaixo da rede de alta tensão, reclamou a moradora.


