Informatização do IML poderá evitar fraudes
Luciana Pombo
De Curitiba
O Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba poderá passar por um processo de informatização nos próximos meses. Esta foi a solução encontrada pelo delegado Leonyl Ribeiro, interventor do instituto, para evitar o desaparecimento de laudos de necropsia ou a falsificação de exames complementares. Acho que grande parte dos problemas do IML poderia ser resolvida com a implantação de um sistema de informatização, afirmou ele.
O interventor foi designado para o cargo no último dia 11 de fevereiro, após o afastamento do então diretor Francisco Moraes e Silva. O ex-diretor foi acusado de abuso sexual, participação na falsificação de laudos de necropsia, de resultados de amostras de dosagem alcoólica e de improbidade administrativa com enriquecimento ilícito.
A informatização, que já está sendo estudada pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar), poderá ainda auxiliar na agilização dos trabalhos burocráticos da entidade. Muitas vezes a produção de um laudo de necropsia demorava dois dias. Com a informatização, ele ficará pronto em segundos, comparou. Todas as possíveis provas de falsificação de laudos ou outras irregularidades estão sendo compiladas e encaminhadas para o Ministério Público e Corregedoria da Polícia Civil. As irregularidades existiam e são visíveis. Só não sabemos ainda as causas e os culpados, declarou ele, dizendo que as investigações ainda estão em andamento.
Foram detectados ainda problemas administrativos. Muitos funcionários estavam em funções não compatíveis e outros foram encaminhados para delegacias especializadas. Atualmente, o IML de Curitiba conta com 47 médicos em todas as atividades e mais de 20 funcionários.
Ribeiro está elaborando uma diretriz administrativa, com escalonamento de funcionários em horários com maior pico no atendimento. O horário normal de atendimento ao público no IML é das 8 horas às 18 horas. Nos demais horários apenas são feitos os atendimentos de emergência.
Apesar de não haver prazo para a conclusão dos trabalhos de levantamento das irregularidades e de sugestões para o andamento da entidade, o interventor pretende finalizar o relatório em um mês. Apenas após este prazo ele deverá estudar a situação dos demais IMLs do interior do Paraná. Primeiro vamos resolver o problema da capital, que é mais difícil, declarou. Entre os órgãos que ainda precisam de vistorias e estudos estão o IML de Ponta Grossa, Umuarama, Apucarana e Campo Mourão.





