Informática vai combater a corrupção
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segunda-feira, 28 de abril de 1997
Simone Mattos 
Da Sucursal
Gilson CamargoFrente de trabalhoDa esquerda para a direita, Lenz César, Mattos Leão, Oliveira, Sotto Maior e Iatauro: Paraná já é um dos Estados mais bem equipados do BrasilO emprego da informática no combate à corrupção é o principal tema do Encontro Internacional de Informática no Controle Público, aberto ontem em Curitiba. Estamos tentando nos modernizar cada vez mais, pois a corrupção é discreta e rápida e não podemos ser lentos, afirmou o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Paulo Affonso Martins de Oliveira.
Ele explicou que o TCU, em Brasília, está interligado às cidades de vários Estados por um sistema informatizado. Mesmo assim, a nossa contribuição para combater a corrupção acontece em termos, já que às vezes ela é tardia.
O Presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), Artagão de Mattos Leão, disse que o Paraná está muito bem equipado em relação ao restante do País. Acabamos de adquirir um equipamento sofisticado que custou quase R$ 200 mil, contou.
O servidor recém-inaugurado permitirá que os prefeitos do interior do Paraná possam receber informações regulares sobre os andamentos dos processos, sem precisar se deslocar à Curitiba. Isto acontecerá por um convênio com o Banestado que cederá seus terminais para consultas locais nos municípios. A previsão de implantação do sistema é até o final deste ano.
O presidente do TC informou ainda que o tribunal desempenha a função de auditor desde 1994. Fomos os primeiros no País a realizar auditoria. Um dos exemplos deste serviço é a fiscalização de todos os programas estatais que dispõem de recursos do Banco Mundial ou Interamericano, como o Prosam ou o Paraná 12 Meses. Quando a auditoria era realizada por empresas particulares, estas cobravam do governo 10% do valor do projeto, explicou Mattos Leão.
O diretor de informática do TC e coordenador do evento, Valter Akishide, afirmou que o trabalho de auditoria realizado pelo tribunal serve também para testar a confiabilidade das informações, garantindo a segurança dos sistemas utilizados pelo Estado.
Como exemplo, ele citou trabalhos recentemente realizados no Detran e nas Secretarias da Agricultura e da Fazenda. Segundo explicou, no ano passado o TC acompanhou toda a reestruturação do departamento de informática do Detran, fiscalizando custos, prazos e instalação dos sistemas.
O encontro, que será encerrado amanhã, conta com a participação de técnicos de Israel, Argentina, Colômbia, Costa Rica e Peru, além de vários Estados brasileiros. Além de ensinar, pretendemos aprender com as experiências trazidas dos outros países, disse o presidente do TC.


