Informante da polícia é condenado em Cascavel
Paulo Pegoraro
Ivan Serafim Borges, 34 anos, foi condenado a 4 anos e 10 meses de prisão, por usurpar a função de policial civil em Cascavel com acobertamento de delegados e policiais, segundo denúncia do Ministério Público (MP) feita em outro processo ainda em tramitação. Ivan Serafim Borges, que responde processos em outras comarcas, ficará em cela do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) até ser transferido para a penitenciária. Ele foi preso pela PM no início do ano com identidade falsa, colete e carro policial e uma pistola israelense de uso proibido, que originalmente estava num depósito de armas apreendidas na 15ª Subdivisão Policial (SDP).
A sentença foi tornada pública ontem e havia sido proferida no final da tarde de anteontem pelo juiz Rosaldo Pacagnan, da 2ª Vara Criminal. O magistrado não se manifestou sobre o assunto, alegando que poderia ser posto sob suspeição, porque também terá que proferir sentença no processo paralelo, que envolve delegados e policiais. Uma denúncia não confirmada atribuía a Borges um plano para matar o juiz e promotores. A denúncia havia sido levada ao Ministério Público por uma pessoa que dividia cela com Borges.
O sentenciado teria agido durante algum tempo em Cascavel, acobertado por delegados e policiais e inclusive acompanhando operações. A pena aplicada pelo juiz foi por usurpação de função (2 anos e 6 meses) e por porte de arma proibida e de carro e outros objetos da polícia. Como é primário, Borges poderá recorrer da sentença.
O processo envolvendo os delegados e policiais está em fase de instrução. Os denunciados, que não estão mais na 15ª SDP, são o ex-delegado-chefe Osnildo Carneiro Lemes, os delegados Ary Nunes Pereira e Elaine Ribeiro, o superintendente Manoel Pedro dos Santos e os investigadores Gilberto Ardanaz e Ivo Hass.





