A notícia da criação do Banco do Pequeno Empreendedor agrada principalmente a Associação de Desenvolvimento da Indústria Informal de Londrina (Adill), que conta hoje com 1.000 associados na Cidade. Desses, 374 estão na ativa, segundo a presidente da Associação, Maria Aparecida Stanlei. Estar na ativa significa produzir e vender suas mercadorias. Esses produtores recolhem tributos registrados em notas fiscais emitidas pela Adiil. Os outros, embora estejam cadastrados na entidade, estão há algum tempo sem atividade.
Maria Aparecida fala que, sem crédito nos bancos tradicionais, muitos pequenos empresários emprestam dinheiro hoje de agiotas, pagando juros de 8% a 10% por mês. ‘‘Com o Banco do Pequeno Empreendedor, os pequenos vão poder contar com recursos, a juros mais baixos, para financiar sua produção e ter capital de giro.’’

Hoje, pequenos
recorrem aos
agiotas e pagam
juros de até 10%


A Adiil tem ainda cerca de 100 filiados preparados para sair da informalidade, de acordo com Maria Aparecida. Ela explica que esses já têm condições de deixar a produção de fundo de quintal e construir uma fábrica. Ontem, Maria Aparecida participou de uma reunião na Codel, que ficou de estudar a possibilidade de encontrar terrenos para venda ou doação para os produtores construírem suas fábricas.
Maria Aparecida cita a empresa Bolsa Santa Rita, que com 18 funcionários produz 15 mil bolsas por mês, sem um local adequado. O empresário tem hoje R$ 25 mil, que serão usados para construir uma fábrica e ter capital de giro. Maria Aparecida comenta: ‘‘Com um barracão, o empresário vai poder dobrar sua produção e gerar de 30 a 40 empregos diretos’’.

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