Informais desafiam cooperativas
No dia de coleta de lixo reciclável no Jardim Alpes (zona norte), havia poucos sacos verdes nas ruas, em frente às residências. Mas isso não significa que os moradores não deixaram o material. Ele foi levado por catadores autônomos, sem vínculos com as cooperativas.
A auxiliar de Odontologia Lenice Langa percebeu a atuação dos informais e agora leva o material na rua somente depois da passagem dos informais. "Muitos deles fazem a maior sujeira para pegar somente o que interessa a eles", relatou.
A presidente da Cooper Mudança, Adriana Fernandes da Cruz Alves, afirma que tem tentado atrair essas pessoas para as cooperativas. "Quando vejo uma dessas pessoas, converso e convido a fazer uma parceria com a gente para que todos ganhem. Eu mostro os benefícios do trabalho em cooperativa com abrigo, sem chuva e sem sol e a pessoa terá além da renda mensal a contribuição do INSS", ressalta.
Segundo nota da CMTU, a entidade tem um Serviço de Atendimento à Comunidade (SAC), que recebe, diariamente, as demandas da cidade e foi constatado que a queixa da coleta de catadores irregulares tem sido comum. A coleta irregular, diz o texto, dificulta o trabalho dos catadores das cooperativas, pois os sacos são abertos para o "garimpo" dos materiais, ficando "as sobras" e ainda lixo espalhado, em alguns locais. A nota da assessoria aponta que não há como a autarquia interferir na atuação dos catadores informais e, por este motivo, incentiva o trabalho de atração deles para as cooperativas.
A CMTU afirma ainda que este ano tem desenvolvido programas para reorganização das cooperativas, com cursos de capacitação para os catadores. O objetivo é o nivelamento dos conhecimentos sobre o cooperativismo, segurança e saúde no trabalho, processo produtivo e organização dos barracões, com a finalidade de melhorar as condições laborais e, consequentemente, o aumento da renda e da qualidade de vida desses profissionais
"Com este trabalho, de capacitação, queremos tornar mais eficiente a prestação de serviços de coleta seletiva realizado pelas cooperativas, e, assim, aumentar o volume de recicláveis coletados, o que também contribuirá efetivamente no aumento da vida útil da Central de Tratamento de Resíduos. Nesse processo, é de fundamental importância a participação da população com a separação adequada dos resíduos recicláveis dentro de casa", diz a coordenadora de coleta seletiva da Companhia, Eliene Moraes.
O texto da assessoria também coloca que materiais educativos têm sido distribuídos com foco em conscientizar e orientar a população sobre as questões ambientais. Neste primeiro momento, o panfleto fala sobre o que deve ser colocado nos sacos verdes. O link com o arquivo está no endereço http://goo.gl/WKQ7BE. A nota da CMTU acrescenta que tem investido em atividades de educação ambiental em eventos e estabelecimentos, para públicos diversos. (V.O.)





