Fornecer informações precisas ao solicitar serviços de emergência é fundamental para garantir rapidez e qualidade ao atendimento. Em caso de incêndio, o número para chamar uma viatura é 193. De acordo com o sargento Cláudio Bispo dos Reis, da Central de Operações do Corpo de Bombeiros de Londrina, o atendente pergunta, em primeiro lugar, o nome, o endereço e o telefone da pessoa que está na linha.
Em seguida, o solicitante deve informar o local da ocorrência - de preferência citando um ponto de referência conhecido para ajudar a localização; o tipo de acontecimento e o volume de fogo; se há pessoas no local; e se há produtos perigosos ou vazamento de gás. ''Pelo telefone, já orientamos a desligar a energia elétrica'', disse.
O mesmo número de telefone responde pelo Siate, que atende acidentes e traumas. Além da localização da ocorrência, em caso de acidente o atendente pergunta o tipo de acontecimento; se a vítima está consciente e responde a chamados; e se o número de vítimas demanda mais de uma ambulância.
As informações, segundo ele, facilitam as equipes decidirem se é necessária uma ambulância simples ou melhor equipada e se é preciso acompanhamento de médico. ''Quando o número de vítimas é grande, mobilizamos os hospitais'', comentou, lembrando que isolar o local e não mexer na vítima são outras recomendações importantes. O sistema tem bina e identifica, automaticamente, o número de telefone e endereço do terminal que originou a chamada.
Atitudes parecidas devem orientar a conduta das pessoas que chamam, pelo telefone 192, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Kelen Mitie, coordenadora de enfermagem do serviço, recomendou que o solicitante deve estar preferencialmente perto da vítima para informar o nível de consciência, se abre ou não os olhos, idade (mesmo que aparente) da pessoa e se ela respira. O objetivo do detalhamento das informações é possibilitar um diagnóstico inicial que oriente o melhor tipo de atendimento.
No 5º Batalhão da Polícia Militar (PM), que atende emergências pelo telefone 190, o primeiro tenente Sidinei Fernandes Garcia, coordenador da Central de Operações, explicou que emergências policiais são caracterizadas quando as pessoas estão sofrendo ou na iminência de sofrer ações criminosas que ameacem a integridade física ou o patrimônio dos envolvidos. ''A população muitas vezes utiliza o 190 de forma errada'', comentou.
Das 153 mil ligações mensais recebidas pela corporação, apenas 3 mil geram boletins de ocorrência. Cinquenta mil telefonemas são alarmes falsos ou trotes e o restante é referente a pedido de informações. ''Por isso as linhas são congestionadas'', avaliou.
Ao ligar para a PM, o solicitante deve informar seu nome completo, telefone, endereço e tipo de ocorrência. Enquanto o atendente colhe os dados, a tela do terminal de trabalho do operador é acionada para que ele desloque uma viatura. Se o fato já aconteceu e não há possibilidade de prender os criminosos no local, a orientação é buscar a delegacia de polícia mais próxima. Durante a noite, em fins de semana e feriados, o plantão acontece na 10Subdivisão Policial (SDP).

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