Informação sobre câncer de pele serve de alerta
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domingo, 05 de dezembro de 2004
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Quem passou pela Praça 1º de Maio (Área Central de Londrina) ontem de manhã teve a oportunidade de se informar sobre o câncer de pele, o tipo mais comum da doença e que, mesmo assim, não conta com políticas públicas de prevenção. Um grupo de dermatologistas participou, voluntariamente, da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, realizada há seis anos pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os médicos distribuíram material explicativo, camisetas, deram orientações e realizaram palestras sobre o assunto.
Para a costureira Sônia Maria Alves Guedes, 36 anos, as informações recebidas durante a palestra serviram de alerta. Ela tem pele clara e muitas sardas, resultantes de anos de exposição excessiva ao sol, sem proteção. ''Durante toda a minha infância e adolescência ia para a piscina e passava horas no sol, e nunca passava nada para me proteger. Hoje, estou cheia de manchas, inclusive uma nas costas que o médico que me examinou aqui considerou suspeita e me encaminhou para um exame mais detalhado.''
Segundo a coordenadora da campanha em Londrina, a dermatologista Lígia Márcia Mário Martin, a cada ano aumenta o número de casos de câncer de pele no País. A previsão do Instituto Nacional do Câncer é que este ano haverá 86 mil novos casos. No ano passado, foram 82 mil. Entre as causas do aumento de registros da doença, segundo a médica, está o fato de os dermatologistas estarem mais preparados para detectar sinais suspeitos e também a maior exposição da população ao sol.
''No Brasil, associa-se muito o estar bronzeado com a idéia de saúde e de acesso ao lazer. Dá status'', ressalta Lígia. Ela lembra que um fator inibidor para a maior adoção do uso de protetor solar pela população é o preço. ''Aqui, os protetores são considerados cosméticos e não medicamentos, daí o seu alto custo'', disse.


