A realização de uma ampla campanha publicitária poderia reduzir o alto índice de pessoas portadoras de deficiência nos países subdesenvolvidos. Enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) estipula que 10% da população é considerada especial, no Brasil e na América Latina as estatísticas apontam para um número maior, entre 13% e 15%.
O alerta foi feito pela odontóloga Lygia Madi Kranz, coordenadora científica da 12ª Jornada Odontológica Brasileira de Estudos sobre Pacientes Especiais, realizada na semana passada, na sede da Associação Odontológica do Norte do Paraná, em Londrina. Participaram do evento cerca de 300 profissionais da área de saúde de todo o País.
‘‘É uma questão social, há famílias que têm seis filhos com deficiência mental’’, afirma a odontóloga. Segundo ela, fatores genéticos podem ser a causa de uma criança nascer com problemas mentais. Lygia defende a realização de uma ampla divulgação, semelhante a campanhas de sucesso - que resultam em conscientização da população - como por exemplo, a da prevenção da Aids. Além de problemas genéticos, informa Lygia Kranz, doenças que poderiam ser facilmente evitadas em gestantes também podem trazer consequências para os filhos.

mockup