Informação para evitar gravidez
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Mariana Guerin<BR>Reportagem Local 
Victor Henrique Souza Vargas, 14 anos, está na idade em que os hormônios falam mais alto que a razão e a pressão externa é capaz de desviar qualquer jovem de seu caminho Estudante do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Professora Adelia Dionisio Barbosa, no Jardim Parigot de Souza, Zona Norte de Londrina, ele escolheu manter o foco nos estudos para ter melhores oportunidades de emprego no futuro
Também cursando o Ensino Médio na Adelia Barbosa, Thayrine Cristina Gonçalves dos Santos, 16, consegue dizer não aos convites para fumar um cigarro, por exemplo Mas a dupla pode ser considerada exceção entre os cerca de 500 alunos da escola, onde a preocupação de muitos adolescentes é namorar e onde três alunas com 15 anos estão grávidas
No intuito de prevenir ao menos a gravidez na adolescência, a direção do colégio implantou um projeto interdisciplinar, que foi complementado pela iniciativa ''Saber para reagir'', da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia) Voluntários da entidade discutem sexualidade, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), Aids e gravidez em palestras para alunos de escolas estaduais, da quinta série do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio
Conforme a educadora social Maria Abadia Lúcia, o projeto é patrocinado por uma empresa privada que, além de custear os profissionais, realiza visitas períodicas nos colégios para acompanhar a coleta de dados das pesquisas anuais Segundo ela, os estudantes respondem a um questionário sobre o grau de vulnerabilidade em que se colocam, se usam drogas e com quem moram, entre outros Ela destaca que as pesquisas apontam que a maioria mora com pais que trabalham o dia todo e teve uma iniciação sexual precoce
''A preocupação dos jovens é não engravidar e eles conhecem os métodos contraceptivos, mas esquecem das DSTs E buscam informação sobre sexualidade em qualquer lugar, mas nunca com a família'', justificou a orientadora, para quem a proteção só é possível com informação
''Nas palestras, pontuamos também as mudanças corporais da adolescência'' completou Maria, explicando que a partir dos questionários, os voluntários descobrem alunos que vivem em situação de risco ''Nossa primeira ação é informar o orientador pedagógico da escola, que tem o papel de comunicar o Núcleo Regional de Educação em busca de soluções para o problema ''
Desde que começou, o ''Saber para reagir'' já capacitou alunos e professores de quatro escolas da Zona Norte ''Percebemos que o que falta aos jovens é atenção Muitos que foram ouvidos mudaram o comportamento, por isso defendo que primeiro vem o acolhimento e depois o trabalho de prevenção ''


