Lucinéia Parra
De Maringá
A falta de prevenção foi o tema principal do Primeiro Encontro Multiprofissional sobre Deficiência realizado pela Apae de Maringá. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 70% das deficiências podem ser evitadas se houver conscientização dos pais antes da geração de um filho. Para o presidente da Apae de Maringá, Adirson Rossi, a prevenção de deficiências precisa urgentemente ser tema de campanhas nacionais. ‘‘As pessoas estão muito preocupadas com a Aids, mas se esquecem da prevenção quando querem gerar um filho’’, disse.
O tradicional exame pré-nupcial, além de outros cuidados, conforme Rossi, poderiam evitar novos casos de crianças portadoras de deficiências. As duas unidades da Apae em Maringá recebem em média 50 portadores de deficiências por ano. Boa parte é criança.
De acordo com o médico pediatra Kemiel Jorge Chammas, presidente do Conselho Regional de Medicina, o primeiro cuidado é com os riscos do casamento consanguíneo (entre parentes). Se o casamento for inevitável, o ideal, aconselha o médico, seria que o casal procurasse um médico geneticista antes da concepção de uma criança, para saber dos riscos de má-formação do bebê.
Além disso, o casal deve se preocupar em saber se há casos de deficiências na família. As mulheres, diz Chammas, devem engravidar, de preferência, entre 18 e 35 anos e fazer exames de rotina e vacinar-se contra rubéola. Durante a gestação, devem evitar o consumo de álcool, fumo, drogas, exposição ao raio X e ingerir medicamentos sem orientação médica.
‘‘Uma mãe desnutrida pode gerar um bebê com deformações’’, alertou Chammas. Ele citou ainda mais dois cuidados essenciais: o acompanhamento de um médico pediatra durante o parto e o teste do pezinho que detecta 20 doenças que podem causar deficiêcias. Amamentar e vacinar o filho também são fundamentais.

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