A publicação de informações incorretas pela revista Veja desta semana, que mostrou como diferenciar os remédios falsos dos verdadeiros, acabou confundindo muitas pessoas. Na última quinta-feira, o jornalista Carlos Finatti, de Londrina, comprou um frasco de Novalgina, do laboratório Hoechst Marion Roussel, numa farmácia na região central da Cidade. O remédio seria utilizado pela esposa do jornalista, que estava com febre e dor de cabeça, provocados por uma forte gripe.
Carlos Finatti conta que, mesmo tomando o medicamento, a febre não cessava. Desconfiado, ele lembrou da reportagem da revista e foi consultá-la. Encontrou a informação - publicada erroneamente - de que o remédio verdadeiro possui na embalagem o termo ‘‘princípio ativo’’, antes da inscrição ‘‘dipirona sódica’’. Como não havia na embalagem o termo princípio ativo, Finati acreditou que se tratava de remédio falsificado.
O jornalista só foi descobrir o erro no outro dia, depois de consultas à farmácia onde comprou o medicamento e também à Vigilância Sanitária. ‘‘Sou formado há mais de 10 anos e nunca vi uma embalagem com inscrição princípio ativo. É só dipirona sódica. O remédio está ok’’, disse Milton Elvira Gonçalves, o dono da farmácia Boa Vista, onde o remédio foi comprado.

mockup