Informação de que o acusado estaria no PR cria paranóia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 03 de agosto de 1998
Dimitri do Valle 
A Delegacia de Vigilância e Capturas, em Curitiba, recebeu ontem da polícia paulista uma cópia do mandado de prisão temporária contra o motoboy Francisco de Assis Pereira, 31 anos, que pode estar escondido no Paraná. O mandado pode durar de cinco dias até um mês. Pereira é acusado de ser o maníaco do Parque do Estado, em São Paulo, onde oito mulheres foram assassinadas. O delegado-titular da DVC, Carlos Alberto Neves, não acredita que ele esteja, pelo menos, na capital paranaense.
É difícil. Dado ao clamor público que está havendo agora, criou-se uma certa paranóia até por parte das mulheres que vêem uma pessoa semelhante e procuram avisar a polícia, comentou Neves. O motoboy poderia estar escondido na periferia de Curitiba na casa de uma amigo que reside num conjunto habitacional do BNH. Se estiver no Paraná, Neves acha que Pereira possa ter se refugiado no interior do Estado.
Seis equipes de policiais, com três agentes cada uma, foram destacadas para trabalhar nas buscas em Curitiba e região metropolitana. Investigadores do Grupo Tigre, da Divisão de Segurança e Informações e da Delegacia de Vigilância e Capturas participam das investigações. Cópias de fotografias de Pereira serão impressas em cartazes e espalhadas pelas delegacias dos municípios paranaenses. Neves acredita que o motoboy poderá ser preso em breve. Se ele não sair do País, vai ser muito difícil se esconder, disse. O delegado diz que Pereira vai ser preso em virtude da divulgação que está se fazendo sobre o caso.
Desde quinta-feira passada, foram checadas quatro denúncias de que o motoboy estaria em Curitiba. A última chegou à polícia na noite de domingo. Todas as informações foram dadas por mulheres que afirmaram terem visto Francisco de Assis Pereira nas cavas do Boqueirão, no Parque Iguaçu, e no Parque do Bacacheri. O delegado Carlos Alberto Neves disse que os detalhes dados pelas denunciantes eram superficiais.
Segundo Neves, as mulheres que telefonaram não se identificavam e não aguardavam os policiais para mostrar o local onde Pereira teria sido visto. Os agentes também investigaram a informação de que Pereira poderia estar num conjunto habitacional, mas não encontraram pistas sobre o paradeiro do motoboy.
Neves adiantou que o Secretário de Segurança Pública, Rubens Tanure, e o chefe da Polícia Civil no Paraná, Arthur Braga, determinaram que qualquer denúncia seja apurada. Por mais absurdas que sejam, estamos checando todas as informações, observou.


