Informação: arma contra o câncer de mama
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Dona Maria Santos Silva, de 65 anos, aproveitou a palestra sobre o câncer de mama realizada ontem pela manhã em Cambé (Norte), para esclarecer dúvidas. Ela afirma que faz o exame de mamografia anualmente pelo Sistema Único de Saúde, além do auto-exame periódico. ''Já perdi um parente com câncer de mama e por isso sei o quanto é importante me tocar e me manter informada'', afirma.
Dona Maria é um exemplo entre as poucas mulheres brasileiras que têm essa consciência. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) somente 12% das mulheres têm procurado o exame de mamografia na rede pública. ''E o motivo principal é a falta de informação. Não temos dados atualizados, mas em 2008, só no Paraná morreram 700 mulheres vítimas do câncer de mama'', diz a coordenadora do Movimento Outubro Rosa de Londrina e região, Célia Hauly.
Segundo ela, no Brasil são registrados cinco novos casos a cada hora e, portanto, existe a necessidade de dar força ao movimento e disseminar cada vez mais a importância do diagnóstico precoce. A partir deste pensamento, o grupo Nós do Poder Rosa de Londrina vem promovendo eventos com a comunidade, como a palestra realizada ontem no Centro Comunitário do Idoso Celino Liboni, em parceria com a Associação de Maternidade e Infância de Cambé.
Participaram cerca de 60 mulheres e homens, acima de 65 anos. ''A terceira idade é a faixa de maior incidência do câncer de mama. Além de depoimentos, eles puderam esclarecer todas as dúvidas'', afirma Célia.
Acompanhado pela mulher e irmã, Aroldo Jardim de Oliveira, de 64 anos, também fez questão de participar. ''É a primeira vez que venho em um evento específico sobre o câncer de mama e estou achando interessante, pois é uma oportunidade para a gente se manter informado'', comenta.
Durante o mês de outubro estão sendo realizadas diversas atividades sobre o tema. Ontem, antes da palestra, as mulheres do Nós do Poder Rosa ministraram uma oficina de confeção de chaveiro, em que a cada passo da montagem os materiais era assimilados com a evolução da doença.


