Influenciadora de Wenceslau investigada por exploração de jogos
MP e PC realizaram operação nesta quinta-feira; houve apreensão de veículos, sequestro de sete imóveis e bloqueio de R$ 20 milhões
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de março de 2025
MP e PC realizaram operação nesta quinta-feira; houve apreensão de veículos, sequestro de sete imóveis e bloqueio de R$ 20 milhões
Reportagem local 

O Ministério Público do Paraná e a Polícia Civil deflagraram na manhã desta quinta-feira (13), em Wenceslau Braz (Norte Pioneiro), operação contra influenciadora digital e familiares investigados por exploração de jogos de azar, lavagem de capitais, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em seis endereços, sendo apreendidos uma arma de fogo, três veículos, dentre eles uma caminhonete avaliada em mais de R$ 500 mil, além de celulares, notebooks, passaportes, bolsas, quantias em reais e euros, mais de R$ 100 mil em folhas de cheque
O Ministério Público também obteve junto à Justiça o bloqueio das contas bancárias dos envolvidos (cerca de R$ 20 milhões), o sequestro de sete imóveis (cinco lotes urbanos e duas chácaras)e ordem de remoção dos perfis de divulgação da influenciadora em redes sociais.
Segundo o promotor de Justiça Filipe Rocha e Silva, as investigações revelam que a "influenciadora promovia ostensivamente em seus perfis de redes sociais divulgação de plataformas referentes a de cassino online". Essas platarformas, de acordo com o promotor, não possuem autorização de funcionamento pelo Ministério da Fazenda. A influenciadora reúne em suas redes sociais mais de 60 mil seguidores.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Huarlei Oliveira, também foram apreendidas 67 cabeças de gado. Uma arma de fogo foi encontrada e o responsável foi conduzido em flagrante à delegacia.
Todos os bens apreendidos ficarão à disposição da Justiça e os investigados passam a ser monitorados eletronicamente e estão proibidos judicialmente de divulgar jogos de azar.
HÁ SEIS MESES
A investigação teve início há seis meses. Segundo a PCPR, além das redes sociais, também era utilizado aplicativo de mensagens, com mais de 8 mil membros, para a divulgação de apostas contando com algumas parcerias.
O esquema teria movimentado mais de R$ 45 milhões entre 2023 e 2024. “A influenciadora e seu marido são apontados como líderes da associação criminosa. Os valores obtidos foram usados para a compra de imóveis, veículos e gado, além de custear viagens internacionais”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com a polícia, a investigação também apurou que duas empresas de fachada eram utilizadas para movimentar os recursos. Ambas seriam sediadas em imóveis residenciais onde não havia qualquer movimentação comercial.
(Com informações do MPPR E PCPR)


