O estudo feito por Gustavo de Arruda também observou o desempenho escolar dos adolescentes. Considerando como ponto de corte as notas maiores ou superiores a 7,0 em pelo menos 70% das disciplinas e sem reprovação nos outros 30%, o estudo conduzido pelo professor da Universidade Estadual de Londrina constatou desempenho escolar elevado entre 34,2% dos adolescentes no início da pesquisa, aos 13 anos de idade. Mas ao final do estudo, o índice caiu para 28,1%. E foi verificado ainda que os participantes que no início da pesquisa apresentaram um alto desempenho escolar tinham nove vezes mais chances de manter o bom rendimento nos estudos no final do estudo.
O estudo, no entanto, não identificou a associação entre a prática de esporte e exercício físico e o desempenho escolar. Não foram encontradas influências positivas ou negativas, mas o professor destaca que outros estudos já realizados pelo mundo sugerem que a prática de atividade física pode influenciar positivamente o desempenho cognitivo dos alunos. "A mensagem que pode ficar a partir desse achado é que quando analisadas as políticas públicas para melhora do desempenho escolar, as práticas de atividade física não devem ser analisadas como algo concorrente do desempenho escolar. A maior parte dos estudos indicam que não influenciam ou influenciam positivamente."
Arruda lembrou que um dos benefícios associados à prática de atividade física é a produção de alguns hormônios neurotransmissores, como serotonina, endorfina e dopamina, além do aumento do fluxo sanguíneo no cérebro, o que auxilia no aprendizado. "A criança que tem uma prática de atividade física regular e um estilo de vida mais ativo tem melhor possibilidade de ter um desempenho cognitivo melhor e um bom desempenho escolar. Esses efeitos podem aparecer tanto imediatamente quanto a longo prazo", disse o professor. (S.S.)

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