Influência na qualidade de vida
A rinossinusite pode ter impacto pior na qualidade de vida se comparado à artrite reumatóide, diabetes insulino-dependente e doença pulmonar obstrutiva crônica, sendo o pior impacto na dor corporal e limitação social. É o que aponta um estudo feito por pesquisadores norte-americanos e publicada recentemente na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. A pesquisa ainda precisa validar o questionário para a população brasileira, no entanto as informações publicadas servem como referência para analisar o impacto da depressão nos pacientes com rinossinusite crônica.
Pelo estudo, os pacientes depressivos tiveram mais dor e impacto negativo na atividade física. Eles também apresentaram menor resposta ao tratamento cirúrgico por via endoscópica.
A avaliação mostrou que os sintomas de maior impacto na qualidade de vida dos pacientes com rinossinusite são: secreção nasal espessa, fadiga, má qualidade do sono e cansaço ao acordar. A rinossinusite influenciou na qualidade de vida em 94% dos pacientes, sendo que 74% a caracterizaram como grave ou intolerante, devido à obstrução nasal, cefaleia e/ou síndrome seca.
Ainda de acordo com a pesquisa norte-americana, nas crianças, os fatores de maior impacto na qualidade de vida são obstrução nasal, infecção sinusal, uso de medicações, estresse emocional, sintomas alérgicos e limitações nas atividades.
A avaliação da qualidade de vida na rinossinusite é uma forma de quantificar o impacto da doença e a eficácia do seu tratamento na vida do paciente. Entretanto, segundo a publicação, há a necessidade de novos estudos para torná-los instrumentos importantes na determinação das condutas nos pacientes com rinossinusite. (V.O.)





