Curitiba - O Instituto Tecnológico Simepar, que monitora as condições climáticas do Paraná, informou ontem que na região de Jaguariaíva e Sengés foram registrados 400 mm de chuvas em janeiro, dobro da média histórica do mês. Um detalhe: metade dessa precipitação foi registrada apenas entre a noite da última quinta-feira e sexta-feira, o período em que a chuva provocou grandes estragos na área.
Segundo o Simepar, os índices de precipitação variaram no Paraná no primeiro mês do ano, mas em geral a chuva esteve acima da média histórica. Em Curitiba, foi o dobro. Em Pinhais, chegou a 150%. O Simepar apontou que o Paraná vive desde a primavera a influência do El NiÀo, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Esse fenômeno intensifica o regime de chuvas (que já são mais comuns no verão) no Sul do Brasil e em parte do Sudeste.
O instituto informou que para fevereiro ainda há possibilidade de chuvas fortes e apenas a partir da segunda quinzena do mês deve começar a diminuir a influência do El NiÀo. Entretanto, como o verão é tradicionalmente mais chuvoso, apenas a partir do outono é esperada uma sequência de muitos dias secos.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná divulgou um relatório sobre os estragos provocados pela chuva. O órgão havia recebido até a tarde de ontem informações sobre danos em 20 municípios, localizados no Norte do Paraná, nos Campos Gerais e na Região Metropolitana de Curitiba: Almirante Tamandaré, Arapoti, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Doutor Ulisses, Guarapuava, Ibaiti, Ibiporã, Jaguariaíva, Pinhalão, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, São José da Boa Vista, Sapopema, Sengés e Tomazina.
Ao todo, 1.303 pessoas ficaram desabrigadas, 2.653 desalojadas, 18 ficaram feridas e havia cinco mortes confirmadas. Todos os óbitos foram registrados em Sengés. Uma pessoa ainda estava desaparecida. Ao todo, segundo a Defesa Civil, 18.343 pessoas foram afetadas; 1.207 casas ficaram danificadas e 98 foram destruídas.
De acordo com a Defesa Civil, até a noite outros municípios, como Wenceslau Braz, deveriam repassar informações sobre estragos provocados pela chuva.

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