Infiltrações preocupam usuários da rodoviária
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quarta-feira, 08 de abril de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O condomínio que administra o Terminal Rodoviário de Londrina (TRL) pretende colocar em prática ainda este ano um projeto de reforma para eliminar um antigo problema do local: as infiltrações na pista de rolamento. A situação traz insegurança e desconforto para usuários, passageiros e comerciantes.
De acordo com o último diagnóstico técnico, finalizado em 23 de fevereiro e contratado pelo condomínio por R$ 53 mil, as infiltrações que atingem os dois halls de entrada e a corrosão de armaduras metálicas são a principal preocupação, apesar de ainda não comprometerem a estrutura da cobertura.
"O problema maior se concentra nas duas entradas, onde é possível observar a corrosão de alguns materiais provocada pela água. Por enquanto não há preocupação com a estrutura da construção, mas é um problema que precisa ser contido sob o risco de causar problemas sérios no futuro", relatou o engenheiro civil Junker Grassiotto, responsável pelo laudo.
De acordo com Grassiotto, a água se infiltra através das juntas que unem as placas que formam o piso de rolamento, além das divisas dos muros de arrimo. Mesmo após vários dias sem chuva é fácil encontrar locais onde a água continua escorrendo para o interior do imóvel.
Paralelo ao diagnóstico que constatou as infiltrações e corrosões, o TRL recebeu um projeto de eliminação dos problemas. O custo de uma reforma giraria em torno de R$ 600 mil, com prazo de execução de 90 dias.
Grassiotto explica que o trabalho consistiria na colocação de um sistema de proteção na pista de rolamento, além da vedação dos pontos onde possa haver infiltração de água. "A capa de asfalto seria removida, haveria uma limpeza da superfície, inclusive com o jateamento de pedriscos de metal, e em seguida seria feita a vedação das juntas e a aplicação de um sistema de tratamento com vários produtos e camadas de proteção", explicou o engenheiro, que foi secretário de Obras na administração do prefeito Wilson Moreira, quando a rodoviária foi inaugurada, em 1988.
O superintende do TRL, Sandro Roberto Neves, reconhece que as infiltrações são um problema crônico desde que o terminal começou a funcionar há 26 anos e que solucionar a situação é prioridade. "Faz parte do nosso planejamento realizar esta reforma ainda este ano, mas ainda não podemos falar em data já que o assunto será discutido nos próximos dias com a Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina). A intenção de se contratar este laudo foi justamente para saber a dimensão dos problemas e apontar os caminhos para solucioná-los", frisou.
Segundo Neves, o condomínio tem em caixa parte dos recursos necessários para a reforma e que todos os custos serão bancados com dinheiro próprio do TRL. "O que vamos definir é se faremos os reparos de uma única vez ou em partes", contou.
Grassiotto lembrou que o outono e o inverno são as estações ideais para este tipo de trabalho, "em virtude do pequeno volume de chuvas e da pequena dilatação das placas de concreto".


