Infiltrações causam rachaduras na catedral de Maringá
Marcos Zanatta
De Maringá
A acomodação do solo em vários pontos das fundações da Catedral Basílica Nossa Senhora da Glória, de Maringá, está provocando fissuras nas peredes internas do templo. Nos últimos meses surgiram pequenas rachaduras nas paredes da capela e da secretaria, além de queda no reboco de pilares das passarelas externas. Um laudo feito por uma empresa especializada, de Maringá, garante que a obra não apresenta risco estrutural. A empresa orienta no entanto a recuperação das áreas afetadas.
O monsenhor Júlio Antônio da Silva, pároco da Catedral, disse ontem à Folha que as fissuras já apareceram no mesmo ponto duas ou três vezes. Pode ser um processo normal de assentamento do solo, acredita. Com a volta das pequenas rachaduras nos mesmos locais, explica o monsenhor, a Mitra decidiu pedir um estudo para analisar a origem do problema. Ele lembra que além da água das chuvas, em torno da catedral existem espelhos de água, que podem estar provocando infiltrações.
O laudo mostra que a umidade realmente apresenta diferenças nos dois lados comprometidos, provocados por infiltrações indesejáveis de águas pluviais ou esgoto. As fissuras contadas pelos técnicos têm de meio a um milímetro e, juntas, chegam a medir mais de 25 metros de extensão.
Os técnicos recomendam que todo sistema de captação de águas e esgoto passe por uma vistoria, e que as caixas de contenção de chuvas recebam nova impermeabilização. Os pilares da rampa do lado externo, hoje interditada, também devem ser reforçados. O próprio monsenhor Júlio reconhece que a sobrecarga de veículos sobre a rampa, antes da interdição, pode ter provocado o desgaste dos pilares. A catedral de Maringá é o décimo monumento mais alto do mundo, com 124 metros.





