Infiltração expulsa família de casa
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sexta-feira, 04 de novembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Mãe e filha tiveram que deixar na tarde de ontem a casa que ocupavam há quase 40 anos na Rua Serra da Borborema, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste de Londrina), por causa de rachaduras provocadas por uma infiltração de água. As duas foram acordadas de madrugada com a água brotando do chão e paredes no quintal. O Corpo de Bombeiros foi obrigado a interditar o imóvel por causa do risco de desabamento. Outras três casas no mesmo terreno também podem ser interditadas se a terra continuar cedendo. A Sanepar informou que consertou o vazamento e está avaliando o caso.
A dona do imóvel, Elice Januário, 57 anos, disse que notou uma falta de água na noite de anteontem. De madrugada, a filha que reside com ela percebeu uma grande infiltração no quintal dos fundos. ''A água jorrava do chão, das paredes'', apontou a proprietária. Ela disse que logo em seguida já começaram a surgir as rachaduras na parede, afastamento do forro e rebaixamento das portas. Todos, sinais da movimentação que ocorria no solo.
No mesmo terreno residem outros três familiares de Elice e na casa de pelo menos um deles também ocorreram rachaduras. O pintor Ademar Januário, 52 anos, disse que iria continuar no imóvel para acompanhar de perto se o problema aumentaria até o final da tarde.
O subtenente do Corpo de Bombeiros, Saul de Lima Brenzink, disse que a infiltração causada pelo vazamento na tubulação de água encharcou o solo sob o imóvel. Isso resultou em acomodações da terra que provocaram as rachaduras. Para segurança dos moradores, a casa foi interditada e só será liberada após a realização de laudo técnico.
O gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, disse que um vazamento oculto, consertado ainda pela manhã, pode ter ocorrido devido à fadiga na tubulação. ''Devido ao encharcamento da terra ocorreu algumas rachaduras no imóvel que, no nosso entendimento, não foi de grande monta'', destacou. A proprietária terá que ingressar com requerimento para que seja apurada se a responsabilidade pela recuperação dos danos caberá à empresa. Bahls afirmou que recebe, em média, de dois a três processos por mês de situações semelhantes. ''Em 80% dos casos, os danos causados são provocados por construções irregulares'', observou.
Ele orientou que qualquer ocorrência de vazamento, seja qual for a intensidade, deve imediatamente ser comunicada à Sanepar através do fone 115.


