Os lojistas do Edifício Lundgren, na Avenida Rio de Janeiro (área central de Londrina) estão indignados com a situação do prédio. A cada chuva as salas, equipamentos e material existente sofrem com a infiltração de água no teto do edifício. O problema, segundo o diretor da Labor Trabalho Temporário Ltda, Silvio Lopes, existe há vários anos e é resultado da falta de manutenção de parte do edifício que não tem cobertura. ‘‘Ela é utilizada por dois apartamentos residenciais como terraço. O problema é que nem os donos dos apartamentos, nem o condomínio faz a manutenção e os lojistas é que pagam o prejuízo’’, diz.
Ontem de manhã, os corredores da área comercial do edifício - são 32 lojas - estavam cheios de baldes e recipientes para conter as goteiras. A infiltração destruiu a pintura do teto, danificou as paredes e coloca em risco o sistema elétrico. ‘‘Quanto mais o tempo passa, mais grave fica a situação’’, diz. A dificuldade de decidir quem é o responsável pela manutenção da área de cerca de 700 metros quadrados acabou levando o caso à Justiça. O lojista Otair Borges de Macedo entrou com uma ação contra os proprietários dos dois apartamentos e o condomínio do edifício e a ação vem se arrastando há dois anos.
O condomínio aceita a área de volta, mas quer cobrir o local e impedir a sua utilização; obra que demandaria cerca de R$ 7 mil. Se os proprietários ficarem com a área, o condomínio quer que seja feita a impermeabilização (cerca de R$ 40 mil) e que assumam a manutenção da área. O síndico do edifício, Sergio Luiz Zacarias, diz que o problema começou há cerca de 10 anos. Conta que quando o prédio foi construído, há 25 anos, os dois apartamentos do primeiro andar pertenciam a uma única pessoa e a área ia ser coberta com telhas. ‘‘O proprietário entrou em acordo com o condomínio e, em troca do uso da área, ele se comprometeu em fazer a manutenção’’, conta.
Segundo Zacarias, o acordo foi cumprido até a venda dos apartamentos. A área foi dividida entre os dois apartamentos e um dos proprietários chegou a construir benfeitorias. ‘‘Nosso único interesse é resolver a questão. Mas o condomínio está de mãos amarradas até que saia a decisão da justiça. O melhor seria um acordo, mas os proprietários estão irredutíveis’’, diz o síndico. A Folha procurou as donas dos dois apartamentos citados na ação (Eloah Castilho e Silvia Neves), mas elas não quiseram se pronunciar a respeito.

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