Infidelidade será tema de workshop
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Reportagem Local 
O ciúme é algo intrínseco à vida amorosa. Em um relacionamento, o medo de perder a pessoa amada é algo corriqueiro. Esse sentimento é antigo, existente em todas as culturas e vem sendo mantido através do tempo.
As diferentes possibilidades de prosseguir em um relacionamento após a traição será o foco do workshop internacional ''Impasses, Intimidade, Ciúmes e Infidelidade na Terapia de Casal'', ministrado pela terapeuta de casal e de família e docente do Instituto Ackerman de Nova York, Michele Scheinkman. O evento, realizado pela Pós-Graduação Instituto da Família da Faculdade Teológica Sul Americana, acontecerá nos dias 7 e 8 de outubro, em Londrina.
De acordo com Michele, ''a possibilidade de perda do parceiro para outra pessoa varia em intensidade de casal para casal, mas, de qualquer maneira, essa condição traz insegurança e ansiedade aos parceiros''. Em alguns relacionamentos, o ciúme pode se tornar afrodisíaco ou até mesmo uma expressão de amor. Apesar de ser um dado existencial, em sua forma atenuada, ele deve ser contornado pelos companheiros. A ansiedade também pode ser um sintoma de que a relação não vai bem.
O sentimento tende a se tornar obsessivo quando engloba outras questões relativas ao casal, como relações de poder, experiências com perdas, traições ou outras fontes de insegurança. Quando a convivência chega a esse estágio, permeada por impasses, tensões e situações que os cônjuges não conseguem resolver sozinhos, é o momento de procurar ajuda profissional.
''Esses impasses tendem a se repetir periodicamente na relação, causando frustração, dor, confusão e ceticismo entre eles. A terapia de casal tem como objetivo identificar quais são as questões de conflito e as fontes de medo e insegurança, e, assim, dentro do possível ajudar os casais a repará-las'', explica a especialista.
Michele comenta que em alguns relacionamentos os parceiros utilizam a agressividade para esconder suas fragilidades. Tal comportamento pode desencadear um processo conhecido como ''ciclo de vulnerabilidades''. ''Cada vez mais, os parceiros começam a se relacionar por meio de suas defesas, o que acarreta um distanciamento na relação. Ao tentar se proteger do ataque, o parceiro se comporta de forma defensiva, que por sua vez, como um bumerangue, estimula a vulnerabilidade do outro. Esse processo de estimulação e contra estimulação tende a resultar no distanciamento dos parceiros.''
Serviço - As inscrições para o workshop podem ser feitas até 4 de outubro, pelo site www.ftsa.edu.br/workshop.


