Infestação do aedes cai, mas situação ainda é de alerta em Londrina
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quinta-feira, 26 de julho de 2018
Luís Fernando Wiltemburg <br>Reportagem Local 

Com a ajuda da estiagem, o nível de infestação do Aedes aegypti caiu em Londrina, mas ainda demanda estado de alerta. O terceiro LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti), divulgado nesta quinta-feira, apresenta índice de infestação predial, o IPP, de 1,6%, contra 4,7% (estado de risco) na pesquisa passada, feita em abril. E os principais criadouros que mantêm a preocupação estão dentro de casa, como os pratos dos vasos e os comedouros dos animais.
Londrina teve, neste ano, 1.768 casos notificados, mas apenas 16 foram confirmados do total, 172 ainda estão em andamento e 1.579 foram descartados. Não houve nenhuma morte provocada pela doença este ano. Ainda foram notificados 12 casos de chikungunya dos quais dois casos foram confirmados (ambos importados), quatro descartados e quatro estão sob investigação e 2 de zika vírus apenas um foi confirmado e é importado.
O levantamento feito pela Secretaria Municipal de saúde indica que os criadouros com maior ocorrência de flagrantes são os depósitos móveis (como vasos, pratos, frascos com plantas e bebedouros de animais), chegando a 51,6%, seguido de lixos, como recipientes plásticos e garrafas encontrados em quintais ou terrenos abandonados (19,1%). "Nós, enquanto cidadãos, insistimos em continuar alimentando o mosquito", afirma a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes.
No levantamento anterior, os interiores dos domicílios e os lixos em quintais e terrenos respondiam, respectivamente, por 38,4% e 32,9% dos locais de criadouros ao se comparar com o LIRAa atual, é possível perceber que, com a estiagem, os criadouros diminuíram onde há influência das chuvas e permaneceu nos locais onde os cuidados são exclusivamente dos humanos. "A ausência de chuvas influenciou diretamente no índice de infestação predial, porque fizemos o levantamento com cerca de 25 dias de estiagem", afirma Sônia.
Para ela, a redução do Aedes aegypti só vai ocorrer com a conscientização duradoura, de forma a criar nas pessoas o hábito do cuidado. O tema já é trabalhado nas escolas municipais, que oferecem ensino infantil até o quinto ano do Ensino Fundamental. "Mas essa educação tem de ser continuada. Tem que ocorrer, também, nas estaduais e nas particulares", diz.
Locais de infestação
Os arredores do Moringão abrigam o maior número de prédios com criadouros do mosquito da dengue, zika e chikungunya o IPP chega a 16,67%. Em seguida vem o Conjunto Eucaliptos, com IPP de 8,57%; o Centro (8%); o Jd. Quati (7,69%); São Marcos (7,69%); Jd. Do Sol I (7,41%); Jd. Sabará (6,67%); Jd. Paraíso (6,06%); Jd. Universitário (5,41%); e Jd. Continental (5,17%).


