A infestação de mosquito da Dengue em Londrina e região ainda não é preocupante. A conclusão é da 17 Regional de Saúde que divulgou, ontem, os primeiros resultados da pesquisa da presença do Aedes aegypti que vem sendo realizada através das armadilhas ovitrampas. O chefe do órgão, Gilberto Martin, frisou que os números são parciais e representam apenas 34 pólos de pesquisa, um índice de 15% dos 243 pólos projetados.
Dos pontos analisados, 15 apontaram a presença do mosquito, sendo 14 deles com baixa infestação e uma com média infestação. Martin considerou os resultados ''interessantes'', mas não escondeu o temor de que essa informação possa provocar uma desmobilização da população para os cuidados que o controle do inseto exige. ''Não dá para criar um clima de tranquilidade. Esses números sinalizam apenas que o nosso esforço está correto''.
O chefe da 17 Regional destacou que o quadro climático da região, com chuvas e temperaturas amenas, ainda não é o ideal para o desenvolvimento das larvas. ''O mais difícil ainda está por vir''. Ele lembrou que, no mesmo período do ano passado, a cidade já tinha centenas de casos confirmados da doença e uma média de 10 novos a cada semana.
Nas demais 21 cidades da região envolvidas na pesquisa, apenas Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), chamou a atenção da Regional de Saúde. Martin disse que nos pólos instalados naquela cidade, 25% apresentaram infestação média, 25% baixa e 50% não mostraram a presença de ovos da fêmea do mosquito. Para não deixar crescer esses números, o chefe do órgão disse que já estão trabalhando para intensificar as ações de vigilância e controle.
Martin voltou a destacar que, apesar do esforço da equipe de instalação das armadilhas da dengue, o serviço está atrasado. Ele espera que, até o final da próxima semana, todos os equipamentos estejam colocados e assim, em duas semanas, ter um panorama geral do presença do mosquito. O programa das armadilhas ovitrampas, com as características e o volume realizado em Londrina e região, segundo Martin, é pioneiro no Brasil. ''Estamos em fase de implantação e ajustes, mas não ainda com a agilidade esperada'', justificou.

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