Infestação de dengue está dez vezes acima do recomendado
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina O primeiro Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) do ano em Londrina, divulgado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, apontou índice de 10,1%, bem acima de 1%, considerado o limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os agentes de endemias percorreram cerca de 9 mil domicílios entre os dias 5 e 9 de janeiro e constataram o rápido avanço da infestação, maior que os 7,4% registrados no primeiro levantamento do ano passado e do 1% obtido no último LIRAa, de outubro.
A zona norte foi a que teve o maior índice de infestação, com 11,08%, puxada pelas taxas encontradas em bairros como João Paz (15,34%) e Chefe Newton (14,16%). A região central aparece na sequência com 10,68% de infestação, com a preocupante taxa de 23,13% na Vila Fraternidade, a segunda maior da cidade. Vários setores do centro apresentaram alta considerável. Na zona leste (9,97%) a situação é mais crítica na Vila Ricardo, com 15,63%. Por outro lado, abriga o Conjunto Mister Thomas que tem o menor índice da cidade, de 2,44%. Na zona oeste, que teve 9,34%, o Jardim Tókio (12,84%) lidera o ranking de focos encontrados.
Com taxa de infestação de 9,15%, a menor da cidade, a zona sul tem o bairro com o maior índice de infestação: o Conjunto Jamile Dequech, com 26,32%. Lá, os agentes de endemias já fazem os trabalhos de mutirões para limpeza de quintais e a pulverização dos focos com bombas costais. De acordo com o agente de saúde pública Elson Belisário, o panorama pode ser revertido se cada cidadão fizer sua parte. "O setor de Vigilância de Saúde faz um apelo para que todos os moradores cuidem da sua casa. Dez minutos para fazer a manutenção do quintal não custa nada", destacou.
Os casos de focos encontrados dentro de vasos de plantas e bebedouros de animais chamaram a atenção. O secretário de Saúde, Mohamad El Kadri, definiu a situação como "preocupante" e creditou o avanço do índice ao descuido dentro dos quintais e a maior incidência de chuvas. "Choveu muito mais nesta temporada que na do ano passado. Mas só a chuva não explica o aumento do índice. É preciso cuidado maior da população", alertou. El Kadri afirmou que as ações de combate serão intensificadas por toda a cidade.
De julho do ano passado até o dia 9 deste mês, data de atualização do último boletim, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) havia registrado 63 casos autóctones da doença em Londrina, com 2.066 notificações.
Quem souber da presença de mosquitos ou recipientes com água parada em locais públicos, imóveis ocupados ou abandonados pode comunicar o setor de Vigilância em Saúde por meio do Disque Dengue, pelo telefone 0800-400-1893. O serviço funciona de segunda a sexta-feira das 8 às 17 horas.


